Pelo menos 17 pessoas morreram na China na sequência do novo coronavírus que já infetou pelo menos 616 pessoas.

Os moradores de Ezhou e Huanggang, localidades com vários milhões de habitantes nos arredores de Wuhan, cidade epicentro dos contágios, foram instruídos esta quinta-feira a não deixar a cidade.

Os transportes públicos estão temporariamente suspensos nas três regiões. Há, portanto, três cidades em quarentena na China por causa deste novo surto. A primeira a adotar a medida foi Wuhan.

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O novo coronavírus surge numa altura em que, na China, milhões de pessoas costumam viajar por todo o país e arredores para comemorar o Novo Ano Lunar. As autoridades de Macau cancelaram hoje essas celebrações para evitar a transmissão do coronavírus.

Macau está também a recusar nas fronteiras a entrada e saída de pessoas com febre para conter o surto.

O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) volta a reunir-se esta quinta-feira em Genebra, na Suíça, para decidir se declara o surto do novo coronavírus uma emergência global de saúde pública internacional. O comité reuniu-se na quarta-feira mas não chegou a um consenso.

O vírus - que ainda não tem nome e para o qual é usada a designação "2019 – nCoV" - foi inicialmente detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade de 11 milhões que é um importante centro de transporte doméstico e internacional.

Autoridades em Lisboa preparadas

O Governo em Lisboa alertou na quarta-feira os portugueses que viajem para a China e zonas próximas que se informem sobre a evolução de um novo vírus detetado naquele país e recomendou a turistas e residentes que se registem ou inscrevam no consulado.

“Aos viajantes, em especial aos que se desloquem à China e regiões limítrofes, recomenda-se que estejam devidamente informados sobre a evolução da situação e permaneçam atentos aos comunicados publicados nos portais da Direção-Geral da Saúde, do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças e da Organização Mundial da Saúde”, avisa o Ministério dos Negócios Estrangeiros através do portal das comunidades portuguesas.

Portugal já fez acionar os dispositivos de saúde pública e tem em alerta o Hospital de São João, no Porto, o Curry Cabral e Estefânia, em Lisboa.

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Em Portugal foram ativados os protocolos estabelecidos para situações do género, reforçando no Serviço Nacional de Saúde a linha Saúde 24, através do número 800242424, e a linha de apoio médico, para triagem e evitar que em caso de eventual contágio as pessoas não encham os centros de saúde e as urgências dos hospitais.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, adiantou na quarta-feira que "não há casos suspeitos em Portugal”"de infeções com o coronavírus, não existindo uma situação de alarme, mas por precaução está "com mais atenção" aos casos exportados fora da China.

O Centro Europeu de Controlo de Doenças (CECD) classificou como moderada a probabilidade de importação para a Europa de casos do novo vírus detetado na China.

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Notícia corrigida: o SAPO Lifestyle citava a Sky News que informava que havia já registo de 25 vítimas mortais na sequência do novo vírus. 

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