Um total de 32 pessoas morreu em Inglaterra, na quarta-feira, após testes positivos para COVID-19 e mais uma na Escócia, elevando o número total de mortes no país para 104 desde o início da epidemia.

As vítimas anunciadas hoje são pessoas entre os 59 e os 94 anos e todos tinham problemas de saúde anteriores, informaram os serviços de saúde.

O Reino Unido registou 2.626 casos confirmados do novo coronavírus na quarta-feira, mas o país não realiza testes sistemáticos e o principal consultor científico do governo reconheceu na terça-feira que é "razoável" pensar que existem cerca de 55.000 pessoas infetadas.

Depois de ser severamente criticado por não tomar medidas firmes como outros países europeus para impedir a propagação do vírus, o primeiro-ministro Boris Johnson reforçou as medidas de contenção, na segunda-feira.

O primeiro-ministro britânico apelou que se evite todo "contacto social não essencial", trabalhando-se a partir de casa e abstendo-se de ir a bares, restaurantes, cinemas, teatros e outros eventos sociais.

As escolas ainda estão abertas no momento, mas os governos autónomos da Escócia e do País de Gales anunciaram que serão fechadas esta semana.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, na semana passada, a doença COVID-19 como pandemia, justificando tal denominação com os “níveis alarmantes de propagação e de inação”. O surto de COVID-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 7.000 mortos em todo o mundo.

O número de infetados ronda as 175 mil pessoas, com casos registados em pelo menos 141 países e territórios. Do total de infetados, mais de 75 mil recuperaram.

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Face ao avanço da pandemia, vários países têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China. Vários países na Europa, como Itália, Noruega, Irlanda, Dinamarca, Lituânia, França e Alemanha, encerram total ou parcialmente escolas, universidades, jardins de infância e outras instituições de ensino.

França decretou o isolamento obrigatório na segunda-feira e suspendeu a segunda volta das eleições municipais.

Em Portugal, o primeiro-ministro, António Costa, comunicou na semana passada ao país o encerramento de todas as escolas para travar a proliferação do coronavírus, entre outras medidas.

Também foi anunciado a suspensão de todos os voos de e para Itália e de e para Espanha.

A Direção-Geral de Saúde reforçou as recomendações à população.

Nos últimos dias, Itália tornou-se o caso mais grave de epidemia fora da China e o Governo italiano decidiu há uma semana alargar a quarentena, imposta inicialmente no norte do país, a todo o território italiano.

Na quarta-feira, as autoridades italianas voltaram a decretar medidas de contenção adicionais e ordenaram o encerramento de todos os estabelecimentos comerciais à exceção dos de primeira necessidade, como supermercados ou farmácias.

Veja em baixo o mapa interativo com os casos de coronavírus confirmados até agora

Se não conseguir ver o mapa desenvolvido pela Universidade Johns Hopkins, siga para este link.

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