São ambas causadas por vírus (ainda que vírus diferentes), são muito contagiosas, têm uma alta incidência sobre a população e atacam nas estações frias. Chegam através das vias respiratórias e causam um grande mal-estar. Uma vez contraídas, a única coisa a fazer é aliviar os seus sintomas e reduzir a duração ou a intensidade do processo. Existem medidas eficazes para não as contrair ou para diminuir a sua intensidade.

Estas duas infeções costumam ser confundidas. No entanto, não são a mesma coisa. Coincidem apenas no facto de saturarem as consultas médicas e de ainda estarem envoltas em muito desconhecimento. Apesar da sua incubação, sintomas, evolução e tratamentos apresentarem certas diferenças, as medidas de prevenção são muito semelhantes, com uma exceção. Só a gripe pode ser prevenida através da vacinação anual.

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Apesar destas medidas de proteção não serem eficazes a 100%, nem mesmo a vacina contra a gripe, ajudam a minimizar a possibilidade de contágio. Existe apenas um requisito. Aplicá-las!

Se faz parte daquele grupo de pessoas que não prestam atenção aos conselhos médicos ou que, simplesmente, não os seguem por acharem que se tiverem de adoecer adoecem mesmo, independentemente daquilo que fizerem, como se fosse uma imposição do destino, está completamente enganado.

O primeiro passo consiste em acreditar que a prevenção é eficaz, porque realmente funciona! Eis as 11 medidas higiénicas e naturais que pode adoptar para que os germes o respeitem. Apenas tem de as pôr em prática.

1. Evite as aglomerações em lugares fechados

As mudanças na humidade relativa do ar fazem com que os vírus se multipliquem e penetrem mais facilmente nas mucosas nasais. Os ambientes fechados e lugares com muito fluxo de pessoas, como os centros comerciais, salas de espetáculos ou estádios e transportes públicos, aumentam as possibilidades de contágio, pelo que convém evitá-los.

2. Cuidado com os ambientes extremos ou mutáveis

Apesar do frio favorecer as infeções virais, não é o seu único elemento desencadeante. As mudanças bruscas de temperatura, como as que ocorrem ao passar de zonas climatizadas (no carro ou lugares fechados) para as condições naturais do ar livre, bem como as condições exageradas de secura ou humidade, favorecem a proliferação de vírus no ambiente e uma maior vulnerabilidade das nossas membranas aos seus ataques.

3. Afaste-se dos cigarros. Dos seus e dos dos outros

Os fumadores têm mais possibilidades de contrair uma infeção já que fumar baixa as defesas do aparelho respiratório e da actividade imunológica em geral, favorecendo a entrada dos vírus.

Também correm mais risco de adoecer as pessoas que convivem habitualmente com fumadores, uma vez que inspirar o fumo, mesmo de forma passiva, irrita os tecidos respiratórios, tornando-os mais vulneráveis.

Apesar de ser impossível viver em condições de isolamento, a única forma de evitar um contágio, pode-se evitar os ambientes com atmosferas carregadas.

4. Mantenha uma boa higiene

Lave as mãos frequentemente e, em especial, depois de estar em contacto ou cumprimentar uma pessoa que possa estar infectada. Tente não tocar nos olhos, nariz ou boca se não tiver antes oportunidade de as limpar convenientemente, já que o vírus pode chegar até si, após tocar em objetos contaminados. Se não tiver água, utilize um desinfetante de mãos, sem enxaguar após a lavagem.

5. Tome precauções perante pessoas infetadas

Quando o inimigo está em casa, limpe e desinfete com frequência as superfícies onde a pessoa constipada ou engripada tocou, como as maçanetas das portas, os corrimãos das escadas, as mesas ou copos. Evite partilhar toalhas, loiças e utensílios e, sobretudo, não toque nos seus lenços, um autêntico viveiro de vírus. Os beijos, ou partilhar o mesmo alimento também não são recomendáveis porque o contacto é mais directo.

6. Atividade física regular é a barreira ideal

Caminhar uma hora por dia, treinar no ginásio duas vezes por semana ou andar de bicicleta, bem como a prática de qualquer exercício moderado em geral, reduz de forma significativa o risco de contrair este tipo de doenças. As pessoas com uma vida fisicamente ativa têm o seu sistema imunológico mais bem preparado para se defenderem da imensidão de vírus que existem no ambiente e que nos podem atacar a qualquer momento.

7. Conheça as formas de contágio

Para combater o inimigo, é preciso conhecê-lo! As gotas de saliva expelidas ao falar, tossir ou espirrar são as principais causas de contágio. São partículas com vírus que chegam a entre 20 a 25 metros de distância. Não desaparecem imediatamente, contudo. Permanecem ativas no ar que respiramos, nos objetos que nos rodeiam e na pele, durante bastante tempo. São mais contagiosas durante os primeiros dias da doença, mas depois o seu poder de infeção decresce.

8. Fique de alerta para o caso das suas defesas baixarem 

As possibilidades de contágio e de complicações provocadas pela gripe e pela constipação são maiores nas crianças, que têm as suas defesas imaturas, e nos idosos, que as têm debilitadas. Nas pessoas com doenças crónicas, como diabetes, asma, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crónica), doenças cardíacas ou pulmonares, ou que têm as suas defesas diminuídas por qualquer outro motivo, a infecção pode ter complicações bem mais graves. Nestes casos convém levar as precauções ao extremo e consultar o médico.

9. Nariz humidificado é sinal de que o vírus está sob controlo

Manter as vias respiratórias húmidas e uma temperatura ambiental moderada, entre os 18º C e os 20º C, evita que as mucosas fiquem ressequidas e, por conseguinte, com fraca capacidade protetora. O vapor emitido pelo humidificador elétrico humedece as membranas mucosas do nariz e da garganta, facilitando a captura e a expulsão dos germes.

A lavagem nasal diária é também uma maneira de remover secreções e manter o nariz desobstruído todos os dias. Usar soluções isotónicas ou hipertónicas é uma boa opção. No caso de crianças com menos de dois anos e dos lactentes, é aconselhável fazer-lhes uma limpeza periódica com soro fisiológico e um aspirador nasal. As inalações de eucalipto também são benéficas.

10. Beba líquidos com abundância

A hidratação é o mucolítico mais poderoso. Faz com que as secreções nasais sejam mais fluídas e capturem e bloqueiem os germes. Beba entre um litro e meio a dois litros de líquidos por dia, reforçando a ingestão de água, de caldos, de chás e infusões e de sumos de fruta, idealmente naturais.

Deixe de lado os refrescos, as colas e as bebidas com cafeína e em especial o álcool, porque provoca desidratação. Comer rebuçados de mentol, por exemplo, também é benéfico, pois estas guloseimas aumentam a secreção de saliva, amolecendo a dureza da mucosa faríngea, o que reduz a irritação nesta zona.

11. Equinácia e propólis são dois aliados das defesas

Há substâncias que se podem vir a revelar agentes preventivos de exceção. "Apesar de não existir qualquer evidência científica sobre o carácter preventivo destas duas substâncias, há quem refira resultados positivos com o seu uso", afirmou, em declarações à edição impressa da revista Prevenir, Isabel Santos, regente da disciplina de medicina geral e familiar na Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa.

A equinácia é uma planta medicinal que se considera ser estimulante das defesas naturais, pela sua ação na produção e na atividade dos macrófagos, dos linfócitos, dos leucócitos e de outras células que combatem os vírus, ajudando a impedir que as infecções se desenvolvam. Nesta circunstância, recomenda-se começar o tratamento 15 dias antes do início da época fria, com gotas ou comprimidos.

Outra opção para reforçar a prevenção é o propólis, uma substância elaborada pelas abelhas, que se utiliza como agente preventivo devido às suas propriedades activadoras do sistema imunológico. É considerado por alguns como um antivírico potente, eficaz para proteger das doenças das vias respiratórias superiores e inferiores. Para além disso, é revigorante e contém vitaminas, aminoácidos essenciais e minerais.

Texto: Madalena Alçada Baptista

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