Desde o início do surto, Portugal já registou 903 mortes associadas à COVID-19 e 23.864 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Relativamente aos dados de sábado, há um aumento de 23 mortos (uma subida percentual de 2,6%) e de 472 infetados (crescimento de 2%).

Hoje há 1.329 recuperados, mais 52 que ontem. 

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de sábado, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 519 óbitos, seguida da região Centro (188), da região de Lisboa e Vale do Tejo (175) e do Algarve (12). Pelo menos uma morte foi registada no Alentejo. Há oito mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 1.005 doentes internados, menos 39 do que no sábado, e 182 em unidades de cuidados intensivos, menos quatro que ontem.

Pelo menos 4.673 pessoas aguardam resultado laboratorial e 30.453 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 236.410 casos suspeitos, sendo que 207.873 não se confirmaram.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Das mortes registadas, 609 tinham mais de 80 anos, 182 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 78 entre os 60 e 69 anos, 24 entre 50 e 59 e dez entre os 40 e os 49.

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, com 14.386 infetados, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (5.531), da região Centro (3.232), do Algarve (322) e do Alentejo (187). Nos Açores, existem 120 casos confirmados e na Madeira 86. 

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Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus, com 1.406 casos, seguida de Vila Nova de Gaia (1.263), Porto (1.211), Braga (1.019), Matosinhos (1.017), Gondomar (966), Maia (826), Valongo (700), Ovar (564), Sintra (552) e Coimbra (401).

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (4.043) , seguida da faixa é a dos 40 aos 49 anos (4.011), e das pessoas com mais de 80 anos, em que há 3.708 casos.

Há ainda 3.337 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 2.821 entre os 60 e 69 anos, 2.724 entre os 20 e os 29 anos e 2.127 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista ainda 383 casos de crianças até aos nove anos e 710 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com o boletim, 50% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 36% febre, 26% dores musculares, 23% cefaleia, 20% fraqueza generalizada e 15% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 81% dos casos confirmados.

Imagem do boletim da DGS
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Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 171 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França, 88 do Reino Unido, 48 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 10 da Alemanha e também 10 na Bélgica.

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O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito e quatro da Índia.

Há ainda três casos importados da Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há também dois casos importados da África do Sul, Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.

Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como Azerbaijão, China, Dinamarca, Indonésia, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

Imagem do boletim da DGS
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O decreto presidencial que prolonga até 02 de maio o estado de emergência iniciado em 19 de março prevê a possibilidade de uma "abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais".

Veja o mapa de risco de ser infetado em Portugal

Um mapa desenvolvido pelo CERENA do Instituto Superior Técnico

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Mais de 200 mil mortes em todo o mundo

Mais de 200 mil pessoas já morreram em todo o mundo, desde dezembro, devido à pandemia da COVID-10, das quais 90% na Europa e nos Estados Unidos, segundo um balanço da Agência France Presse.

Segundo dados recolhidos no sábado, registaram-se 200.736 mortes em todo o mundo (num total de 2.864.071 casos), das quais 122.171 na Europa (em 1.360.314 casos), o continente mais afetado.

Seguem-se os Estados Unidos, com 53.511 mortes, Itália, com 26.384, Espanha, com 23.190, França, com 22.614, e o Reino Unido, com 20.319.

Os Estados Unidos já registaram 936.293 infetados, com pouco mais de 96 mil pessoas a serem dadas como recuperadas. Os Estados Unidos continuam a ser o país com registo de mais mortos e de casos confirmados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram, entretanto, a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria, Espanha ou Alemanha, a aliviar algumas das medidas.

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