A necessidade fisiológica do sono está diretamente relacionada com a idade. À medida que envelhecemos, vamos tolerando menos horas de descanso, mas nunca menos de sete.

Por isso, um recém nascido deve dormir cerca de 17 horas. Aos 5 anos, uma criança deve estar a fazer 10 a 13 horas de sono. Entre os 14 e os 17, o recomendado é dormir 8 a 10 horas. Entre os 18 e os 64 anos, 7 a 9 horas. A partir dos 65, entre 7 e 8 horas de sono.

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A história médica e psiquiátrica completas são fundamentais para diagnosticar condições que têm impacto sobre a função sono-vigília. A gravidade da insónia só pode ser compreendida, observando os seus efeitos no comportamento diurno de uma pessoa, através do humor, fadiga, dores musculares, atenção e concentração, explica a médica.

Como melhorar a qualidade de sono

  1. Ter uma hora fixa deitar e levantar.
  2. Relaxar antes de ir dormir.
  3. Fazer exercício físico pode ajudar no caso de insónia mas não antes de dormir.
  4. Evitar luz intensa antes de se deitar.
  5. Evitar refeições pesadas e cafeína.
  6. Evitar barulho externo e luz.
  7. Ter uma cama confortável.

Os vários tipos de insónia

  1. Insónia inicial – dificuldade em adormecer
  2. Insónia intermédia – múltiplos acordares
  3. Insónia terminal – acordar acompanhado de angústia
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A insónia está associada a um desempenho profissional insatisfatório, fadiga, acidentes, perda de qualidade de vida/bem-estar, aumento do consumo de álcool, entre outros. Estudos demonstram que a insónia per si é um “stressor” biológico que resulta no aumento de comportamentos agressivos e ansiedade.

Durante o século XX, a energia passou a estar disponível de forma generalizada e com ela alterações sociais, trabalho por turnos em vários grupos profissionais e em todos os continentes, maior ritmo de competição, novas tecnologias de comunicação... A sociedade 24h00 online tornou-se regra.

O dia estendeu-se para a noite, o sono ficou mais curto e a ocorrer fora de horas, os ritmos alimentares modificaram-se com refeições rápidas e irregulares, o stress aumentou e a fadiga tornou-se queixa comum.

Mas lembre-se: a privação de sono acarreta um risco maior de acidentes de viação. A privação de sono tem repercussões na saúde cardiovascular, no aumento da tensão arterial, na atividade simpática, nos marcadores inflamatórios, no peso, entre outros.

Um artigo da médica Teresa Leonardo, especialista em Psiquiatria, Psicoterapeuta e graduada em Medicina Sexual e Acupuntura Médica.