São vários os nomes para esta raiz que pertence à família da cenoura, salsa, aipo, coentros e funcho: pastinaca, pastinaga, chirivia, cherovia, cherivia ou cheruvia. Quem a descobre, rapidamente se rende à sua utilização como hortaliça ou como substituto da batata ou da cenoura, versátil e de sabor intenso na confeção de vários pratos.

Em termos nutricionais, a pastinaca ou cherovia é rica em água (80% do peso) e hidratos de carbono (15%). Nestes destaca-se o aporte em fibras: 100 gramas fornecem cerca de 1/5 da dose diária recomendada. As fibras ajudam a saciar e a regular o trânsito intestinal. Tal como na generalidade dos produtos hortícolas, as gorduras não existem e o teor em proteínas é diminuto. Trata-se de um alimento pouco calórico, apenas com 70 kcal por 100 gramas.

Algumas imagens para identificar este alimento

Não sendo uma fonte proeminente de vitaminas e minerais, no grupo das vitaminas destacam-se a C e a B9 (ácido fólico) e nos minerais o potássio ou o manganésio (antioxidante que intervém no metabolismo dos hidratos de carbono), com valores por 100 gramas que correspondem a 10-20 % das doses diárias recomendadas.

A introdução da batata na Europa, pelos espanhóis, no século XVI, veio retirar a importância à pastinaca na alimentação. Mas, até aí, esta era uma raiz regularmente usada.

Onde podemos encontrar a pastinaca?

Em Portugal, é na zona da Serra da Estrela que é tradicionalmente cultivada, apesar de ser possível o seu cultivo noutras partes do país. Os climas frios ou temperados, com baixas temperaturas que aumentam a concentração de açúcares na raiz, são ideais para o cultivo da pastinaca ou cherovia. A geada ajuda a desenvolver o sabor e os terrenos arenosos e/ou limosos facilitam o crescimento e a formação das raízes.

A época natural de colheita da pastinaca é entre novembro e março, por isso, é um alimento consumido no outono e no inverno. Consulte o calendário de frutas e legumes na época ideal.

Ao comprar, escolha as pastinacas de tamanho médio, sem manchas, com a pele brilhante. Verifique que estão firmes e que as extremidades não se encontram moles nem secas. Conserve-as no frigorífico, até duas semanas, em sacos perfurados.

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