Desde o início da pandemia, Portugal registou 1.383 mortes associadas à COVID-19 e 31.946 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Em relação a ontem, registaram-se mais 14 óbitos (subida de 1%) e mais 350 infetados (crescimento de 1,1%). Ao todo já recuperaram 18.911 pessoas, mais 274 que na quinta-feira.

Lisboa e Vale do Tejo tem mais 323 casos do que na quinta-feira, ou seja, os novos casos nesta região representam 92,3% do total de novas infeções em Portugal. Por outro lado, a última vez em que se registaram mais do que 323 casos foi há 21 dias, no dia 8 de maio, quando o boletim da DGS dava conta de 553 novas infeções

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relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de quinta-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 769 óbitos, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (346), Centro (237) e Algarve (15). Pelo menos uma morte foi registada no Alentejo. Há 15 mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 529 doentes internados, mais 17 do que na quinta-feira, e 66 em unidades de cuidados intensivos, mais um que ontem.

Pelo menos 1.568 pessoas aguardam resultado laboratorial e 27.917 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 321.290 casos suspeitos, sendo que 287.776 não se confirmaram.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Das mortes registadas no documento de hoje disponibilizado pela DGS, 929 tinham mais de 80 anos, 270 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 124 entre os 60 e 69 anos, 43 entre 50 e 59, 15 entre os 40 os 49, um entre os 30 e os 39 anos e um homem entre os 20 e os 29 anos.

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, com 16.725 casos, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (10.643), da região Centro (3.728), do Algarve (366) e do Alentejo (259). Nos Açores, existem 135 casos confirmados e na Madeira 90.

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Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus, com 2.324 casos, seguido de Vila Nova de Gaia (1.558), Porto (1.351), Matosinhos (1.277), Braga (1.224), Sintra (1.173), Gondomar (1.083), Loures (982), Maia (944), Amadora (782), Valongo (757), Guimarães (713), Ovar (661) e Coimbra (580).

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (5.287), seguida da faixa é a dos 40 aos 49 anos (5.368), e das pessoas com mais de 80 anos, em que há 4.523 casos.

Há 4.798 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 4.178 entre os 20 e os 29 anos, 3.507 entre os 60 e 69 anos e 2.574 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista ainda 646 casos de crianças até aos nove anos e 1.065 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com o boletim, 40% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 29% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 12% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 91% dos casos confirmados.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 177 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França, 88 do Reino Unido, 48 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 13 da Alemanha e também 10 na Bélgica.

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O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito, quatro da Índia e também quatro da Indonésia.

Há ainda três casos importados de Angola, Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há dois casos importados da África do Sul, Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.

Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como Arábia Saudita, Azerbaijão, China, Dinamarca, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

Imagem do boletim da DGS
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Portugal entrou às 00:00 de 3 de maio em situação de calamidade, depois de ter estado em três períodos consecutivos em estado de emergência que vigoraram desde 18 de março.

Com a situação de calamidade, vigora um “dever cívico de recolhimento domiciliário” para a população em geral, independentemente da idade ou de uma pessoa apresentar fatores de risco, em vez do “dever geral de recolhimento” e do “dever especial de proteção” para determinados grupos, como acontecia no estado de emergência.

Veja o mapa de risco de ser infetado em Portugal

Um mapa desenvolvido pelo CERENA do Instituto Superior Técnico

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Mais de 360 mil mortes em todo o mundo

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a pelo menos 360.419 pessoas e infetou mais de 5,8 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais dos países.

De acordo com os dados recolhidos pela agência de notícias francesa até às 11:00 de hoje (12:00 em Lisboa), já morreram pelo menos 360.419 pessoas e há mais de 5.826.680 infetados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan. Pelo menos 2.370.400 casos foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Contudo, a AFP adverte que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que alguns países estão a testar apenas casos graves, e outros usam o teste como uma prioridade para rastreamento, e muitos países pobres têm apenas capacidade limitada de rastreamento.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 101.621 e 1.721.926 casos, respetivamente. Pelo menos 399.991 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 37.837 mortes e 269.127 casos, Itália com 33.142 mortes (231.732 casos), França com 28.662 mortes (186.238 casos) e Espanha com 27.119 óbitos (237.906 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 82.995 casos (nenhum novo entre quinta-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes e 78.291 curados.

A Europa totalizou s 176.117 mortes para 2.106.715 casos, Estados Unidos e Canadá 108.584 mortes (1.810.438 casos), América Latina e Caraíbas 47.238 mortes (887.605 casos), Ásia 15.348 mortes (505.458 casos), Médio Oriente 9.213 mortes (378.407 casos), África 3.787 mortes (129.527 casos) e Oceânia 132 mortes (8.533 casos).

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