Desde o início da pandemia, Portugal registou 1.114 mortes associadas à COVID-19 e 27.268 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Relativamente aos dados de quinta-feira, há um aumento de 9 mortes (crescimento percentual de 0,8%) e de 553 infetados (crescimento percentual de 2%).

Ao todo há já 2.422 doentes recuperados, mais 164 que ontem.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de quinta-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 639 óbitos, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (233), Centro (214) e Algarve (13). Pelo menos uma morte foi registada no Alentejo. Há 14 mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 842 doentes internados, menos 32 do que na quinta-feira, e 127 em unidades de cuidados intensivos, menos oito que ontem.

Pelo menos 2.984 pessoas aguardam resultado laboratorial e 26.829 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 269.266 casos suspeitos, sendo que 239.014 não se confirmaram.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Das mortes registadas no boletim de hoje, 749 tinham mais de 80 anos, 226 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 95 entre os 60 e 69 anos, 33 entre 50 e 59, dez entre os 40 os 49 e um homem entre os 20 e os 29 anos.

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, com 15.809 casos, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (7.093), da região Centro (3.564), do Algarve (345) e do Alentejo (232). Nos Açores, existem 135 casos confirmados e na Madeira 90.

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Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus, com 1.700 casos, seguido de Vila Nova de Gaia (1.445), Porto (1.295), Matosinhos (1.192), Braga (1.146), Gondomar (1.046), Maia (906, Valongo (734), Sintra (697), Ovar (574) e Coimbra (556).

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (4.605), seguida da faixa é a dos 40 aos 49 anos (4.598), e das pessoas com mais de 80 anos, em que há 4.165 casos.

Há 3.932 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 3.270 entre os 20 e os 29 anos, 3.97 entre os 60 e 69 anos e 2.318 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista ainda 464 casos de crianças até aos nove anos e 819 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com o boletim divulgado esta sexta-feira, 42% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 30% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 16% fraqueza generalizada e 12% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 88% dos casos confirmados.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 177 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França, 88 do Reino Unido, 48 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 13 da Alemanha e também 10 na Bélgica.

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O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito e quatro da Índia.

Há ainda três casos importados da Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há dois casos importados da África do Sul, Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.

Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como Azerbaijão, China, Dinamarca, Indonésia, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Portugal entrou às 00:00 de domingo em situação de calamidade, depois de ter estado em três períodos consecutivos em estado de emergência que vigoraram desde 18 de março.

Com a situação de calamidade, vai vigorar um “dever cívico de recolhimento domiciliário” para a população em geral, independentemente da idade ou de uma pessoa apresentar fatores de risco, em vez do “dever geral de recolhimento” e do “dever especial de proteção” para determinados grupos, como acontecia no estado de emergência.

Veja o mapa de risco de ser infetado em Portugal

Um mapa desenvolvido pelo CERENA do Instituto Superior Técnico

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Quase 270 mil mortos e mais de 3,8 milhões de infetados em todo mundo

A pandemia do novo coronavírus já matou pelo menos 269.514 pessoas e infetou mais de 3,8 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP, às 11:00 hoje, baseado em dados oficiais.

De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, já morreram pelo menos 269.514 pessoas e há 3.856.400 infetadas em 195 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan.

A AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que um grande número de países está a testar apenas os casos que requerem tratamento hospitalar. Entre esses casos, pelo menos 1.256.900 foram considerados curados.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada à covid-19 no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 75.670 óbitos em 1.256.972 casos.

Pelo menos 195.036 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades dos Estados Unidos.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 30.615 mortes em 206.715 casos, Itália com 29.958 mortes (215.858 casos), Espanha com 26.299 mortes (222.857 casos) e França com 25.987 mortos (174.791 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 82.886 casos (um novo entre quinta-feira e hoje), incluindo 4.633 mortes (nenhuma nova) e 77.993 curados.

A Europa totalizou 152.233 mortes em 1.670.289 casos, Estados Unidos e Canadá 80.154 mortes (1.321.788 casos), América Latina e Caraíbas 17.484 mortes (322.297 casos), Ásia 10.044 mortes (271.813 casos), Médio Oriente 7.396 mortes (207.893 casos), África 2.078 mortes (54.077 casos) e Oceânia 125 mortes (8.245 casos).

Esta avaliação foi realizada com dados recolhidos pela AFP junto de autoridades de saúde e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Veja o vídeo: Como funciona o sistema imunitário?

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