Desde o início da pandemia, Portugal registou 1.447 mortes associadas à COVID-19 e 33.261 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em relação a ontem, registaram-se mais 11 óbitos (aumento de 0,8%), 366 infetados (aumento de 1,1%) e 210 recuperados. Ao todo há já 20.079 casos de recuperação em Portugal. 

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Lisboa e Vale do Tejo (LVT) continua hoje a região com mais novos casos de infeção pelo novo coronavírus, com 91,5% dos 366 casos reportados no país, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de terça-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 796 óbitos, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (380), Centro (240) e Algarve (15). Pelo menos uma morte foi registada no Alentejo. Há 15 mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 428 doentes internados, menos quatro do que na terça-feira, e 56 em unidades de cuidados intensivos, menos dois que ontem.

Pelo menos 1.944 pessoas aguardam resultado laboratorial e 28.093 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 331.094 casos suspeitos, sendo que 295.889 não se confirmaram.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Das mortes registadas no documento de hoje disponibilizado pela DGS, 975 tinham mais de 80 anos, 278 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 128 entre os 60 e 69 anos, 46 entre 50 e 59, 17 entre os 40 os 49, um entre os 30 e os 39 anos e dois entre os 20 e os 29 anos.

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, com 16.804 casos, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (11.828), da região Centro (3.765), do Algarve (376) e do Alentejo (260). Nos Açores, existem 138 casos confirmados e na Madeira 91.

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Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus, com 2.486 casos, seguido de Vila Nova de Gaia (1.580), Porto (1.361) Sintra (1.400), Matosinhos (1.285), Braga (1.228), Loures (1.114), Gondomar (1.086), Maia (946), Amadora (915), Valongo (760), Guimarães (720), Ovar (662) e Coimbra (595).

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (5.455), seguida da faixa dos 40 aos 49 anos (5.576) e das pessoas com mais de 80 anos, em que há 4.615 casos.

Há 5.051 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 4.451 entre os 20 e os 29 anos, 3.600 entre os 60 e 69 anos e 2.649 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista ainda 724 casos de crianças até aos nove anos e 1.140 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com o boletim, 39% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 29% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 11% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 91% dos casos confirmados.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 177 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França, 88 do Reino Unido, 48 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 13 da Alemanha e também 10 na Bélgica.

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O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito, quatro da Índia e também quatro da Indonésia.

Há ainda três casos importados de Angola, Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há dois casos importados da África do Sul, Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.

Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como Arábia Saudita, Azerbaijão, China, Dinamarca, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Veja o mapa de risco de ser infetado em Portugal

Um mapa desenvolvido pelo CERENA do Instituto Superior Técnico

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Mais de 380 mil mortes em todo o mundo

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a pelo menos 380.428 pessoas e infetou mais de 6,3 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais dos países.

De acordo com os dados recolhidos pela agência de notícias francesa até às 11:00 GMT (12:00 em Lisboa), já morreram pelo menos 380.428 pessoas e há mais de 6.399.710 infetados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan. Pelo menos 2.756.500 casos foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Contudo, a AFP adverte que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que alguns países estão a testar apenas casos graves, e outros usam o teste como uma prioridade para rastreamento, e muitos países pobres têm apenas capacidade limitada de rastreamento.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 106.181 e 1.831.821 casos, respetivamente. Pelo menos 463.868 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 39.369 mortes para 277.985 casos, Itália com 33.530 mortes (233.515 casos), Brasil com 31.199 mortes (555.383 casos) e França com 28.940 óbitos (188.322 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 83.021 casos, incluindo 4.634 mortes e 78.314 curados.

A Europa totalizou 180.209 mortes e 2.192.755 casos, Estados Unidos e Canadá 113.639 mortes (1.924.231 casos), América Latina e Caraíbas 54.871 mortes (1.098.686 casos); Ásia 17.262 mortes (590.534 casos), Médio Oriente 9.833 mortes (427.035 casos), África 4.483 mortes (157.874 casos) e Oceânia 131 mortes (8.599 casos).

Esta avaliação foi realizada com dados recolhidos pela AFP junto de autoridades de saúde e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A AFP avisa que devido a correções pelas autoridades ou a publicação tardia dos dados, os valores de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

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