Quase todos nós procuramos o amor e mais tarde ou mais cedo acabamos por o encontrar. É verdade que as relações amorosas e o amor são desafiantes, obrigam-nos a olhar para dentro de nós, ao mesmo tempo que nos obrigam a olhar para fora de nós e a sintonizar dois mundos - e, às vezes, até mais que dois mundos, sintonizando famílias, rotinas e sonhos.

Mais vezes do que todos desejaríamos, encontramos o amor e parecemos não conseguir transformá-lo numa relação amorosa equilibrada. Em parte, porque teimamos em encarar as relações amorosas com demasiada leveza e somos levados a acreditar que uma relação amorosa é simples e desenrola-se quase por magia.

Isto acontece porque confundimos demasiadas vezes a leveza de nos apaixonarmos com as exigências que uma relação amorosa implica.

Se por um lado é verdade que a paixão é magia, que nos faz viajar até ao melhor de nós próprios e nos faz acreditar que tudo flui sem grande esforço, por outro uma relação amorosa exige sempre que sejamos capazes de trabalhar por ela. Uma relação amorosa exige que enfrentemos fantasmas internos - que invariavelmente temos -  e que sejamos capazes de abrir caminho à expressão e libertação dos fantasmas da pessoa com quem estamos.

São é verdade que uma relação amorosa equilibrada se consiga de forma simples, como quase todos nos querem fazer acreditar. Sempre que acreditamos que é desta forma que uma relação amorosa se dá, às primeiras turbulências, tendemos a desistir dela.

Por muito que estejamos numa relação amorosa com a paixão da nossa vida, essa relação só se torna estável a longo prazo se no espaço de relação houver espaço à individualidade de cada um, às exigências de cada um, mas também espaço para a tolerância e conflito - desde que em cada conflito seja capaz de residir um espaço de amor e compreensão, porque afinal aquilo que todos esperamos de um grande amor é que no limite seja capaz de nos compreender e intuir por dentro.

Desta forma se queremos que uma relação amorosa o seja de verdade e continue a sê-lo ao longo do tempo, nunca nos devemos distanciar da ideia de que é verdade que o amor - e uma relação amorosa -, nos deve aquecer por dentro, nos deve fazer crescer e, principalmente, tornar-nos mais verdadeiros connosco próprios. Mas, ao mesmo tempo, também é verdade que uma relação amorosa não se constrói apenas com leveza e lados bonitos. Se tivermos tudo isto consciente, mais facilmente nos tornaremos capazes de construir uma relação com tudo o que ela exige.

Um artigo de Cátia Lopo e Sara Almeida, Psicólogas Clínicas na Escola do Sentir.

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