Se sofre de diabetes, não será novidade para si que deve praticar desporto com regularidade. "De facto, o exercício físico não só reduz a glicemia como aumenta a sensibilidade do organismo à ação da insulina e ajuda a controlar o peso e a reduzir o risco cardiovascular", esclarece mesmo o Diabetes 365º, um projeto informativo multiplataforma que pretende auxiliar os portugueses a viver melhor com a doença, num artigo que recomenda a prática de natação para combater a patologia.

"Nadar é mesmo ideal para quem vive com diabetes, não só porque é um bom tipo de exercício fitness, mas porque não esforça as articulações como acontece, por exemplo, na corrida ou no futebol. Além disso, para nadar, é necessário articular músculos tanto da parte superior como inferior do corpo, o que é benéfico para as pessoas que sofrem de dormência nos membros devido à neuropatia diabética", adverte. "Uma outra característica interessante da natação é a intensidade", pode ainda ler-se.

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Ao contrário do que sucede com outros desportos, poderá, na natação, ajustar a intensidade e duração de acordo com as suas motivações e com as suas próprias expetativas. "Deve nadar mas em segurança", alerta o Diabetes 365º. "Se possível, dialogue com o seu médico ou com um profissional especializado em desporto, antes de iniciar ou reforçar os seus hábitos de natação", aconselha. "Tal como provavelmente sabe que o exercício físico é importante, sabe que cada pessoa é diferente. Por isso, é importante garantir que os exercícios são os mais adequados à pessoa, bem como verificar os melhores procedimentos de segurança", avisa ainda.

"Além disso, se não está acostumado a nadar com frequência poderá ser aconselhável ter companhia por perto durante o exercício. Isto porque poderá não reconhecer os sintomas de uma eventual hipoglicemia e é necessário ajustar-se a este novo desporto e tudo o que acarreta", adverte o Diabetes 365º, que deixa ainda uma série de recomendações:

- Meça os seus valores de glicemia com regularidade.

- Ingira algo a cada 30 minutos nos treinos mais longos.

- Evite andar descalço e examine sempre o corpo, com particular atenção aos pés, para garantir que não tem nenhuma ferida ou corte.

- Tenha atenção à temperatura da água.

- Leve consigo identificação médica. Pode ter consigo, por exemplo, uma pulseira que indique que é diabético e ter um cartão com contactos de emergência à mão.

Pode, ainda, ser necessário ajustar as doses de insulina, no caso de quem faz insulinoterapia. "Os efeitos do exercício podem durar algumas horas, fazendo com que seja importante medir os seus valores de glicemia não só antes de nadar, mas durante as horas que se seguem", alerta o Diabetes 365º. "Assim, poderá também ter uma melhor perceção dos efeitos da natação sobre a sua glicemia e criar uma rotina de segurança ajustada às suas necessidades", recomendam ainda os especialistas.

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