Muitas pessoas bebem pouca água e outras esquecem-se completamente de se hidratar, um descuido que acaba por ser prejudicial à saúde, como alertam inúmeros especialistas. A sede tem sido caracterizada como uma combinação de sensações que aumentam com a desidratação e diminuem com a rehidratação, em resultado de uma complexa interacção de sistemas fisiológicos de controlo e influências comportamentais.

Como ingerir (mais) água sem a beber
Como ingerir (mais) água sem a beber
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A sede fisiológica resulta da desidratação, sendo estimulada por mecanismos de regulação homeostática, com o objetivo de manter, dentro de intervalos relativamente estreitos, a concentração de solutos no plasma sanguíneo, assim como o volume total de plasma. Para além desses, existem mecanismos de controlo não homeostático que incluem influências psicológicas e ambientais tais como disponibilidade, sabor, temperatura e palatabilidade da bebida, conhecimentos acerca da hidratação e hábitos e regras sociais como por exemplo a partilha da ingestão de bebidas em determinadas ocasiões.

Embora existam estudos que sugerem que os idosos que vivem autonomamente, consomem quantidades adequadas de fluidos no dia a dia, em situações de privação de água, estímulo hiperosmótico ou exercício em ambiente quente, os indivíduos mais velhos tendem a exibir um decréscimo da sensação de sede e redução da ingestão de líquidos. A restauração dos fluidos eventualmente ocorre mas mais lentamente nesta faixa etária.

Os alimentos que contêm mais água

O processo de envelhecimento é responsável por alterações importantes nos sistemas fisiológicos de controlo associados à sede, alertam especialistas. Uma perda de água de cerca de 2% pode ser suficiente para comprometer a função cognitiva, cardiovascular e/ou até o controlo motor, em indivíduos mais velhos, como confirmaram inúmeras investigações internacionais desenvolvidas ao longo das últimas décadas.

Desta forma, uma vez que os idosos apresentam risco acrescido de insuficiente ingestão de água, pelo facto de possuírem uma diminuição da percepção da sede e uma reduzida capacidade renal de concentração da urina, é prudente enfatizar a necessidade de serem estimulados outros mecanismos de ingestão de água, para além do estímulo da sede. Os chás e as infusões de plantas são uma das opções a considerar.

A ingestão de sumos naturais, idealmente sem açúcar e de preparação caseira, são outro comportamento a estimular, tal como o consumo de gaspachos e outras sopas frias nos períodos de calor e de cremes de legumes quentes nos meses mais temperados. Muitos deles podem ser preparados com alguns dos vegetais mais ricos em água, como é o caso dos rabanetes, do nabo, da cenoura, da couve-flor e do tomate.

A lista de ingredientes alimentares que mais hidratam o organismo em qualquer idade inclui ainda a melancia, o melão, o morango, a clara de ovo, o abacaxi, a água de coco, os espinafres, a laranja, a tangerina, a pera e a maçã. A abóbora, a alface, o pepino, o aipo, a curgete, o agrião e a carambola são outros dos alimentos que os nutricionistas e os outros médicos mais recomendam, tal como os cogumelos crus e a beringela também ela crua.

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