De sabor amargo e apreciada por muitos, a cafeína não é, ao contrário do que poderá pensar, um exclusivo do café. Esta substância, repleta de benefícios para o organismo, está presente, de forma natural, em mais de 60 plantas, como o cacau ou as folhas de chá. Também os refrigerantes de cola, as bebidas energéticas, o guaraná e os chás frios contêm este ingrediente. Surpreendido? São seguramente muitos os factos sobre esta substância consumida por 90% das pessoas em todo o mundo que desconhece.

A cafeína circula na corrente sanguínea atingindo um pico de ação cerca de uma hora depois de ter sido ingerida, um efeito que se prolonga durante quatro a seis horas. Esta substância não se acumula no organismo, sendo excretada pela urina. Vai atuar, depois, no cérebro. Ao interferir na produção hormonal, diminui a sensação de fadiga e aumenta a capacidade de concentração, contribuindo para um estado de maior alerta e melhor performance cognitiva. No coração, aumenta a pressão arterial.

As (in)verdades do café
As (in)verdades do café
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Para além disso, promove a contração dos vasos sanguíneos e/ou dos músculos, uma vez que diminui o cansaço muscular e favorece a resistência. Está também comprovado que a cafeína, presente no café e especialmente no chá verde, contém antioxidantes que atuam contra a ação dos radicais livres, moléculas que, ao danificar as nossas células, podem favorecer o aparecimento de algumas doenças cardiovasculares e oncológicas. Além de contribuir para a diminuição do risco de desenvolvimento destas patologias, o consumo moderado de cafeína foi associado a outros benefícios.

Foi-lhe reconhecido um efeito protetor contra a diabetes tipo 2. Também está associado à promoção de um maior gasto calórico, embora a longo prazo, à medida que o organismo se habitua à substância, essa ação adelgaçante tenda a desvanecer-se. Para além de ter um efeito diurético comprovado, que promove a eliminação de água e sódio do organismo, quando consumida em excesso, a cafeína pode provocar ansiedade, agitação e inquietação e afetar o descanso noturno e a qualidade do sono.

A(s) quantidade(s) que não deve ultrapassar

A cafeína tem ainda a desvantagem de acelerar os batimentos cardíacos, de aumentar a pressão arterial e/ou de causar distúrbios gastrointestinais. Para evitar este quadro, recomenda-se que não se ultrapasse a ingestão de 200 a 300 miligramas de cafeína por dia, o que, segundo os especialistas, equivalerá a não mais de um café por dia ou cerca de cinco chávenas de chá. A melhor forma de respeitar este valor é estar consciente das dosagens presentes nos alimentos que a fornecem.

Se tiver de reduzir ou controlar o consumo de cafeína, lembre-se, todavia, que existem alternativas como os cafés descafeinados, os chás sem teína e os refrigerantes de cola sem cafeína. Seja pelos benefícios que a cafeína oferece à saúde, seja pelos efeitos indesejáveis do seu consumo em excesso, é importante que saiba, com maior conhecimento de causa, em que bebidas se encontra e qual a quantidade:

- Café expresso

80 ml = 184 mg de cafeína

- Bebida energética

50 ml = 71,8 mg de cafeína

- Chá preto

250 ml = 46,3 mg de cafeína

- Refrigerante de cola normal

330 ml = 29 mg de cafeína

- Iced tea

330 ml = 21,5 mg de cafeína

- Descafeinado

80 ml = 1,1 mg de cafeína

- Refrigerante de cola sem cafeína

330 ml = 0 mg de cafeína

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