A primeira cobaia humana de uma vacina para o novo coronavírus recebeu a primeira dose daquele tratamento profilático esta quarta-feira. O voluntário é Ian Haydon, um norte-americano de 29 anos de Seattle.

Segundo o jornal italiano La Stampa, Ian Haydon aceitou ser testado apesar dos riscos, uma vez que a vacina é totalmente nova e os seus efeitos são ainda desconhecidos.

O seu principal objetivo de Ian Haydon não são os mil dólares (cerca de 900 euros) de compensação pela participação no estudo, mas sim a possibilidade de fazer parte de um ensaio científico que pode "salvar a humanidade" da COVID-19.

À revista MIT Technology Review Magazine, o norte-americano explicou que ouviu falar deste estudo da empresa de biotecnologia Moderna Therapeutics, sediada em Cambridge, Massachusetts, "através de um colega de casa".

"Falou-me sobre o recrutamento. Enviei todas as informações sobre o meu estado de saúde", recorda.

Admitindo que não esperava ter nenhuma resposta, Ian Haydon acabou mesmo por ser o escolhido entre 45 candidatos. Foi visto pelos investigadores, que lhe explicaram o estudo ao detalhe.

"Sinto-me com sorte em poder ajudar no combate ao novo coronavírus. Sinto que posso fazer parte da história de uma vacina que pode salvar a humanidade", afirmou Ian Haydon, que vai receber uma segunda dose da vacina no próximo mês.

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Em todo o mundo, há várias vacinas contra a COVID-19 a serem desenvolvidas. Esta foi a primeira a entrar em fase de testes em humanos.

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

Os últimos dados das autoridades nacionais, divulgados na terça-feira, registavam 345 mortos e 12.442 infetados em Portugal.

O novo coronavírus já infetou cerca de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 80 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.

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