Sermos capazes de confiar nos nossos pontos fortes, de gostarmos de nós próprios e de nos cuidarmos é absolutamente essencial quer para o nosso bem-estar emocional, quer para alcançar os nossos objetivos no dia a dia.

No entanto, muitas vezes - entre todos os desafios e obstáculos que vamos enfrentando - é demasiado fácil deixarmo-nos ficar para segundo plano na nossa vida e só conseguirmos ver o nosso lado menos bonito e menos capaz. Quando isto acontece, perdemos o nosso brilho, deixamos de nos sentir seguros de nós próprios e as nossas competências deixam de se transformar em resultados efetivos.

É, por isso, absolutamente essencial que nos dediquemos a cultivar a nossa relação connosco e o nosso amor próprio. Para o conseguirmos há três comportamentos que precisamos de abandonar e deixar fora do nosso dia a dia, são eles: 

  1. Abandonar a culpa -  uma boa parte do nosso amor próprio perde-se na forma como somos demasiado rigorosos connosco quando as coisas não correm da forma que pretendemos ou quando cometemos erros. E, nesta sequência, culpamo-nos em excesso e vivemos essa culpa de forma intensa e negativa - este cenário, invariavelmente, prejudica o nosso amor próprio. É, por isso, essencial que nos lembremos que quando tomamos decisões ou agimos, regra geral, fazemo-lo acreditando convictamente que estamos a fazer o correto. Desta forma, devemos aprender com os erros para nos transformarmos e crescermos, mas nunca devemos ficar presos na vivência da culpa por termos falhado. 
  2. Abandonar a comparação social - passamos demasiado tempo a observar as experiências e vivências dos outros, a ver o lado mais bonito da vida de outras pessoas - através das redes sociais, por exemplo. O que nos dá permanentemente a ideia de que os outros fazem coisas fora do vulgar, divertidas e incríveis e que nós estamos apenas a ter uma vida ‘normal’. Esta perspectiva faz com que nos sintamos menos interessantes e com que vamos perdendo a nossa admiração pessoal e o nosso amor próprio. Neste sentido, devemos evitar compararmo-nos e devemos lembrarmo-nos que todas as vidas têm coisas mais e menos positivas e que as redes sociais, por norma, apenas refletem o lado melhor de cada um que, nem sempre, corresponde à realidade. 
  3. Abandonar a desvalorização pessoal - é comum conseguirmos alcançar algumas metas e objetivos e acabarmos por desvalorizar essas conquistas. Facilmente agimos como se tivessem sido conquistas fáceis ou fruto apenas da sorte. Sempre que o fazemos, estamos a fugir do nosso lado bom, a desvalorizar-nos  e não nos permitimos sentir o bem-estar que resulta dessas conquistas. Isto acontece porque acabamos por exigir demais a nós próprios e, por isso, tendemos a desvalorizar tudo o que alcançamos, o que faz com que - permanentemente - nos sintamos inferiores e insuficientes. É urgente não ficarmos presos a esta auto-desvalorização e permitimo-nos a elogiarmo-nos e aceitar os nossos lados mais capazes, reconhecendo-os e dando-lhes o destaque que merecem. 

É, por tudo isto muito importante, mantermos presente que o nosso amor próprio deve ser fortalecido diariamente e, para isso, devemos abandonar alguns comportamentos, pensamentos e ações que teimam em abalar a nossa segurança interna, o nosso bem-estar e a forma como gostamos de nós. 

Um artigo das psicólogas clínicas Cátia Lopo e Sara Almeida, da Escola do Sentir.

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