Este aparelho de ultrassons promete subtrair alguns centímetros em apenas três sessões. Sem cirurgia nem cicatrizes. E sem dor. O UltraShape foi, na altura do seu lançamento, o primeiro equipamento a permitir uma remodelação da silhueta sem intervenção cirúrgica. É capaz de destruir o tecido adiposo que se acumula nas células gordas subcutâneas, os adipócitos, através da ação de ultrassons. O procedimento não provoca aumento térmico da pele nem danifica os tecidos em torno das células adiposas.

Os ultrassons são os sons emitidos acima dos 20.000 Hz. O ouvido humano, ao contrário de alguns animais, não é capaz de detetá-los. Em termos práticos, tratam-se de ondas sonoras de alta frequência que já são utilizadas há algum tempo no campo da medicina, nomeadamente em ecografias, em odontologia e até em fisioterapia, com vantagens comprovadas. No caso da indústria da estética, há várias décadas que são utilizadas em todo o mundo, incluindo em Portugal, onde chegam a ter grande procura.

Os benefícios do UltraShape são (re)conhecidos. É cómodo e indolor. Eventualmente, pode sentir-se uma ligeira sensação de calor à passagem do feixe de ultrassom durante o tratamento, dependendo da sensibilidade da zona a tratar. Este procedimento realiza-se em ambulatório e não precisa de nenhum tipo de anestesia nem de cuidados posteriores, como sucede com outros, que por vezes implicam faixas de compressão. Assim que a sessão termina, a paciente pode retomar de imediato a sua rotina diária.

É seguro. As ondas ultrassónicas são dirigidas, de forma precisa, à zona que se deseja tratar e destroem unicamente as membranas das células gordas, rompendo-as sem lesionar os tecidos adjacentes. Os vasos sanguíneos e os vasos linfáticos, os nervos e os músculos permanecem intactos. Este tratamento também não é invasivo, o que leva milhares em todo o mundo a experimentá-lo. Causa apenas uma ligeira vermelhidão, provocada pela irritação térmica, que, por norma, desaparece em pouco tempo.

Os efeitos secundários que (não) tem

Poucos ou nenhuns. Na verdade, quase tudo são vantagens. A zona tratada fica sem hematomas. Quando aparecem, o que sucede em casos excecionais, apenas se manifestam à superfície cutânea. Este é também um tratamento sem risco cirúrgico, já que não se trata de uma intervenção cirúrgica. Não há anestesias, não há internamento, não há risco de infeções hospitalares nem outras possíveis complicações que estão sempre associadas a uma cirurgia, mesmo que se realize nas melhores condições.

Este é, ainda, um procedimento estético sem aumento da gordura circulante. Estudos prévios realizados concluem que praticamente não existe modificação do perfil lipídico do paciente após o tratamento. A gordura libertada dos adipócitos é reabsorvida pelo sistema linfático e eliminada como qualquer outro resíduo metabólico da nossa alimentação. Segundo os especialistas que o usam, o aumento de gordura circulante previne-se com uma dieta prévia e o controlo do perfil lipídico do paciente.

A possibilidade de repetir a sua utilização até alcançar o efeito desejado é outra das vantagens comprovadas do UltraShape. Apesar de se recomendar uma média de três sessões por cada área tratada para conseguir resultados satisfatórios, o procedimento pode ser repetido tantas vezes quantas seja aconselhável até se alcançarem os resultados pretendidos. Só é necessário deixar passar cerca de quatro semanas entre cada sessão, recomendam e alertam os profissionais que utilizam este equipamento estético.

A técnica passo a passo

São, essencialmente, cinco as fases que marcam o tratamento:

1. Na primeira consulta, prescreve-se ao paciente uma análise ao sangue para verificar os níveis de triglicéridos e colesterol e é-lhe recomendada uma dieta pobre em gorduras saturadas e rica em ácidos gordos ómega-3.

2. Na primeira sessão, faz-se uma ecografia prévia para medir a espessura da camada gorda. Com uma caneta dermográfica, delimita-se a área a tratar.

3. O sensor do UltraShape regista a superfície marcada e um sensor ótico controla a emissão de ultra-sons durante toda a sessão.

4. Vão-se sucedendo os disparos das ondas ultrassónicas. Só para ter uma ideia, numa zona como o abdómen podem ser, em média, necessários 1.000.

5. Finalizada a sessão, faz-se uma nova ecografia para apreciar a diminuição da gordura corporal. O paciente regressa à sua vida quotidiana de imediato.

Os centímetros que se perdem, em média, por sessão

Ao finalizar o tratamento, nota-se, de imediato, uma discreta diminuição do volume. A perda de centímetros, no entanto, aumenta à medida que a gordura destruída vai sendo eliminada pelo organismo através do sistema linfático, um processo que pode decorrer até um mês após cada sessão. Em cada uma dessas intervenções, pode obter-se uma redução média de 2,5 centímetros. O valor a pagar depende da dimensão da área a tratar, tal como a duração da sessão, que por norma dura entre 60 a 90 minutos.

As sessões a realizar, definidas pelo especialista que o segue, podem ser tantas quantas sejam necessárias, com intervalos de um mês. Em média, são necessárias três sessões por cada região a tratar. O UltraShape pode ser usado no abdómen, na cintura, nas coxas, nas nádegas e também no peito, no caso dos homens. Todos o podem fazer, desde que tenham níveis de colesterol e triglicéridos normais. É ideal para quem tem gordura localizada sem excesso de peso e pretende (re)definir o contorno corporal.

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