O tempo voa e quando damos por isso, em sobressalto, questionamo-nos “É assustador, como o tempo passa depressa. Será que estou a viver aquilo que pretendo? Estou a aproveitar o tempo ao máximo…?” Ou “Não me sinto satisfeita com os resultados das minhas decisões. Estou com a sensação de estar a perder tempo com coisas supérfluas.”

Estas datas do ano, do nosso tempo, assim como o aniversário, servem este propósito a que podemos designar de propósito existencial. Onde caímos em nós, revemos a consciência e debatemo-nos com varias questões existenciais. Por outro lado, as rotinas, o stress, as corridas, os problemas, os impulsos do dia a dia, a que todos estamos sujeitos, não nos permitem refletir com profundidade e construtivamente, salvo excepções, sobre o propósito existencial.

Importa evocar o passado, pelas memórias e sensações, com vista a recordar o que fomos, o que fizemos, onde estamos e para onde nos dirigimos. Ao evocar o passado conseguimos o desapego, a retrospetiva e a aquisição de conhecimento. Ao longo deste processo, desassossegado e complexo, importa assumir a total responsabilidade pelas atitudes e comportamentos. O passado é sinónimo de mudança; alguns de nós mudamos de empresa, mudamos de parceiro/a, mudamos de emprego, mudamos de cidade ou país, observamos mudanças nas pessoas significativas (filhos, parceiros, colegas, amigos, etc.) mudamos determinadas características da nossa maneira de pensar e ser.

"O amor próprio é a coisa mais corajosa que podemos fazer ao longo da história da nossa vida"

Brené Brown

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O passado é uma história de memórias e recordações dramáticas, extraordinárias e maravilhosas onde cada um de nós é o protagonista, e ao mesmo tempo, o realizador. Ao longo da história da nossa vida, atravessamos tempos adversos de dor, de sofrimento, e também, tempos de êxtase, exaltação e gratidão. Como sabemos, a evolução do ser humano não é estática, pelo contrário, é um processo de mudança dinâmico e orgânico, talvez seja esta uma das razões pela qual revela-se difícil e confuso, saber quem somos; desde que nascemos até morrer, estamos envolvidos num processo de transformação.

Independentemente do grau de satisfação e/ou de insatisfação sobre o nosso passado, é-nos permitido através do livre arbítrio, de competências e valores (certo e errado) mudar o rumo da nossa vida, no presente. O passado consiste numa sucessão de ciclos; encerramos um ciclo, iniciamos outro novo e diferente. Através da dor e da perda, uma parte de nós pode morrer, mas outra parte irá renascer, mais vibrante e aliciante! O nosso passado, a história da nossa vida, é no presente, uma fonte inesgotável de motivação resiliente.

A ilusão desafia nos a arriscar e a ir mais além; a realidade ajuda nos a parar e a avaliar.

Votos de uma excelente semana com gratidão pelo resultado obtido, perante a adversidade, ao longo da sua vida, através do amor próprio. Aprenda com o passado e viva o presente.

João Alexandre Rodrigues

Addiction Counselor

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