No mês que se celebra o Dia Mundial da Hipertensão, nunca é demais falar sobre esta doença que se estima que afete cerca de 35-40% da população europeia e 42,6% da população adulta portuguesa. Mas antes de tudo, o que é a Hipertensão Arterial? Caracteriza-se por uma pressão sanguínea excessiva na parede das artérias, acima dos valores considerados normais, que ocorre de forma crónica, quando a pressão máxima é maior ou igual a 14 ou a pressão mínima é maior ou igual 9.

Existem inúmeros fatores de risco para o desenvolvimento de Hipertensão Arterial tais como a idade, sexo, alimentação inadequada, obesidade, sedentarismo, entre outros. Com o aumento da idade a pressão arterial tende a aumentar, para isto contribui a perda de elasticidade dos vasos sanguíneos que se verifica com o envelhecimento. Já relativamente ao sexo, parece que antes dos 45 anos, a Hipertensão Arterial é mais frequente entre os homens, no entanto, após o início da menopausa e a partir dos 65 anos, são as mulheres que têm maior risco de desenvolver esta condição.

Uma alimentação inadequada, com ingestão excessiva de calorias, gorduras saturadas e pobre em nutrientes, é prejudicial à saúde e contribui para o excesso de peso e obesidade que é um importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e várias comorbilidades como a diabetes, colesterol, triglicerídeos e a Hipertensão Arterial. Quanto maior o grau de obesidade, maior o risco de desenvolver estas comorbilidades. 

Assim, para prevenir e combater a hipertensão a principal intervenção deve centrar-se em conseguir ter um peso saudável, utilizando uma metodologia multidisciplinar que aborde e corrija os aspetos acima referidos, através de uma reeducação alimentar e a prática de exercício físico.  

Para quem já sofre de excesso de peso ou obesidade é imperativo perder peso e modificar o estilo de vida, através de tratamentos médicos de combate ao excesso de peso e obesidade, que permitam uma redução rápida, segura e eficaz da gordura (mantendo a massa muscular), sem fome, com energia, aprendendo a ter uma alimentação saudável e equilibrada e a exercitar-se de forma simples ao longo do tratamento. 

Ao mesmo tempo, deve ser um tratamento que permita reduzir a lipoinflamação do tecido adiposo e que auxilie na manutenção do peso a longo prazo, na redução do perímetro abdominal (o que reduz o risco de desenvolver doenças cardiovasculares), na redução dos níveis de insulina e, consequentemente, na diminuição dos níveis de tensão arterial.

Assim, uma alimentação adequada e a prática de exercício físico são ferramentas eficazes tanto na perda de peso como na melhoria das comorbilidades desencadeadas pela obesidade, nomeadamente a Hipertensão Arterial, dado que permite inclusive a redução dos valores da tensão arterial e consequentemente a redução ou retirada de fármacos.

Um artigo do médico João Freitas, especialista em medicina geral e familiar e médico prescritor da PronoKal.

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