Em 2017, Portugal registou uma taxa de mortalidade materna de oito mortes por 100 mil nascimentos, o que coloca o país numa boa posição entre os cerca de 150 países analisados, revelam as estimativas da UNICEF e da organização Mundial da Saúde (OMS).

Os dados fazem parte das novas estimativas para a mortalidade infantil e materna do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Organização Mundial de Saúde (OMS) e indicam que a mortalidade infantil caiu em média por ano em Portugal 4,9%, apesar de globalmente morrer em média uma grávida ou recém-nascido a cada 11 segundos.

Contudo, há pelo menos 25 países com indicadores de mortalidade materna mais reduzidos como Austrália, Finlândia, Israel, Itália, Espanha, Reino Unido, Japão ou Grécia.

Na Europa, Itália surge como o país com melhores indicadores em 2017, com apenas duas mortes maternas por 100 mil nascimentos, tendo reduzido em 50% a mortalidade materna entre 2000 e 2017, segundo o relatório.

No caso português, a redução foi de 20% no mesmo período, passando de 10 mortes maternas por 100 mil nascimentos em 2000, para oito em 2017.

Vários países europeus tiveram reduções superiores às de Portugal como a Bélgica, a Dinamarca, o Chipre, a Itália ou o Luxemburgo.

No fim da tabela, com piores indicadores, encontram-se países como a República Centro-Africana, o Chade, Afeganistão ou Guiné-Bissau com mais de 600 mortes maternas por 100 mil nascimentos.

O Chade regista mesmo mais de 1.000 mortes maternas por cem mil crianças que nasceram.

Em 1990, Portugal registava 12 mortes de crianças menores de cinco anos por cada mil nascimentos, número que caiu para três em 2018 como já se tinha verificado em 2017, o que coloca Portugal entre os países do mundo com melhores indicadores.

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Os melhores países para nascer

Segundo dados pubicados em 2018, o Japão e a Islândia são os países que apresentam a mais baixa taxa de mortalidade, com cinco crianças mortas antes dos cinco anos por mil nascimentos, seguidos da Finlândia, do Mónaco e da Suécia, com seis óbitos de menores de cinco anos por mil nascimentos.

Do lado oposto, encontram-se a Libéria com 174 mortes de menores de cinco anos por mil nascimentos, Moçambique (159) e Serra Leoa (155), adiantam os dados hoje divulgados.

Segundo o relatório de 2018, desde o ano 2000, a morte de crianças recém-nascidas desceu quase para metade, enquanto a das grávidas foi reduzida em mais de um terço, devido maioritariamente a melhoras no acesso a serviços de saúde de qualidade a preços acessíveis.

As estimativas revelam que 6,2 milhões crianças menores de 15 anos morreram em 2018 e mais de 290.000 mulheres morreram devido a complicações durante a gravidez e ou durante o parto em 2017. Do total das crinças mortas, 5,3 milhões morreram nos primeiros cinco anos de vida, sendo que quase metade destas faleceram no primeiro mês de vida.

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Por outro lado, uma em cada 137 mulheres na África Subsaariana correm o risco de morrer, enquanto na Europa, a estatística indica uma em cada 6.500. A África Subsaariuana e o Sudeste Asiático representam cerca de 80% das mortes de grávidas e de crianças. Apesar de tudo, lê-se no documento, registaram-se “progressos substanciais” na redução da morte de mulheres grávidas, de recém-nascidos e de crianças até aos cinco anos.

Desde 1990, houve uma redução de 56% nas mortes de crianças menores de 15 anos, passando de 14,2 milhões para 6,2 milhões em 2018. Os países do leste e sul da Ásia registaram os maiores avanços na questão, tendo reduzido quase 80% das mortes de crianças com menos de cinco anos. De 2000 a 2017, realça o estudo, o rácio da mortalidade materna no mundo diminuiu 38%, contando com o sul asiático, onde a redução atingiu os 60%.

Timor-Leste, Bangladesh, Bielorrússia, Camboja, Cazaquistão, Malaui, Marrocos, Mongólia, Ruanda e Zâmbia são alguns dos países que mostraram “progressos substanciais” na redução da taxa de mortalidade materno-infantil.

Este sucesso, lê-se no estudo, deveu-se sobretudo a uma “vontade política” para melhorar o acesso aos serviços de saúde, com o investimento na área sanitária, introduzindo, entre outras, apoios gratuitos a grávidas e crianças com menos de cinco anos, bem como o desenvolvimento do planeamento familiar.

Notícia corrigida às 12h10

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