“Face ao chumbo do Orçamento do Estado e à previsível dissolução da Assembleia da República, e após auscultação dos farmacêuticos do SNS, o Sindicato decidiu adiar a greve”, informou aquela estrutura, sem adiantar uma nova data para a paralisação.

A decisão foi tomada após uma reunião mantida na tarde de ontem com o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, onde “foram abordadas várias reivindicações dos farmacêuticos” que constavam no pré-aviso de greve, anunciado em 14 de outubro.

Ainda assim, o SNF esclarece que as informações transmitidas pelo Governo “apontam no sentido da resolução de apenas dois pontos do pré-aviso de greve”, pelo que considera que “ficaram muito longe de corresponder às expetativas”.

Os farmacêuticos exigem a concretização atempada da residência farmacêutica (formação prévia à entrada na carreira), abertura de concursos para a progressão na carreira, a negociação do diploma das direções e coordenações dos serviços e a revisão e atualização do estatuto remuneratório face às habilitações académicas e profissionais desta classe.

Em declarações à Lusa, em 14 de outubro, o presidente do SNF, Henrique Reguengo, frisou que os farmacêuticos estão "profundamente revoltados e indignados com a falta de consideração e a menorização sistemática do seu papel no SNS".

Apontam a precariedade e falta de estabilidade no emprego, as más condições de trabalho nos serviços farmacêuticos, a insuficiência de quadros, a falta de condições para "cumprir com as boas práticas do medicamento, comprometendo a segurança do circuito integrado do medicamento e produtos farmacêuticos", assim como o atraso na aplicação do SIADAP na avaliação da carreira.

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