O estudo, realizado por dois professores da Universidade de Delaware e dois médicos norte-americanos, constatou que, mesmo quando um paciente não registe uma pressão arterial alta, o excesso de sódio pode reduzir a parede dos vasos sanguíneos, nomeadamente o endotélio, o revestimento interno das veias e enfraquecer os músculos cardíacos, desestabilizar a função renal e afetar o cérebro.

A investigação será publicada no Journal of the American College of Cardiology, ainda este mês.

Embora o sal seja importante para, por exemplo, manter a homeostase celular e o equilíbrio dos fluidos, o seu consumo excessivo tem efeitos nefastos comprovados.

"Uma dieta rica em sódio também pode provocar hipertrofia ventricular esquerda, ou seja, o alargamento do tecido muscular que forma a parede da principal câmara de bombeamento do coração", diz David Edwards, académico e um dos responsáveis pela investigação, escreve o Times de Londres.

"À medida que as paredes da câmara engrossam, tornam-se menos complacentes e, eventualmente, tornam-se incapazes de bombear com tanta força como um coração saudável", explica.

Um outro estudo também descobriu uma ligação entre o consumo de sódio e o desenvolvimento de um sistema imunitário mais forte: o sal ajudou ratos doentes a impulsionar o seu sistema imune e assim combater a infeção de que padeciam.

Anote: o corpo humano não precisa de tanto sal quanto aquele que ingerimos, necessitamos apenas de 500 mg por dia.

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