Desde o início da pandemia, Portugal contabilizou 1.697 mortes associadas à COVID-19 e 48.898 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em relação a ontem, registaram-se mais seis óbitos (aumento de 0,35%), 127 infetados (crescimento de 0,26%) e 222 recuperados. Ao todo há já 33.769 casos de recuperação em Portugal. Lisboa e Vale do Tejo (LVT) continua a ser a região do país com mais novos episódios de infeção pelo novo coronavírus, com 101 das 127 novas infeções (79,52%).

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 827 óbitos, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (570), Centro (251) e Alentejo (19). Pelo menos 15 mortes foram registadas no Algarve. Há 15 mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 439 doentes internados, menos 15 do que na segunda-feira, e 62 em unidades de cuidados intensivos, mais um do que ontem.

Pelo menos 1.616 pessoas aguardam resultado laboratorial e 35.077 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 423.040 casos suspeitos, sendo que 372.526 não se confirmaram.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Das mortes registadas no documento de hoje disponibilizado pela DGS, 1.139 tinham mais de 80 anos, 327 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 151 entre os 60 e 69 anos, 55 entre 50 e 59, 20 entre os 40 os 49, três entre os 30 e os 39 anos e dois entre os 20 e os 29 anos.

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A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país que regista o maior número de infeções, com 24.470 (+101 que ontem), seguida da região Norte (18.372 +16), da região Centro (4.367 +6), do Algarve (792 +2) e do Alentejo (636 +1). Nos Açores, existem 159 (+1) casos confirmados e na Madeira 102 (=).

Relativamente aos concelhos, não houve atualizações, uma vez que a DGS decidiu passar a atualizar esses dados apenas à segunda-feira. Lisboa continua assim a registar o maior número de infeções pelo coronavírus, com 4.240 casos, seguido de Sintra (3.476), Loures (2.197), Amadora (2.090), Vila Nova de Gaia (1.786), Porto (1.437), Odivelas (1.425), Matosinhos (1.313), Cascais (1.302), Braga (1.265), Gondomar (1.102), Oeiras (1.030), Vila Franca de Xira (973), Maia (957), Seixal (797), Valongo (782), Guimarães (739), Almada (774), Ovar (702) e Coimbra (626).

Distribuição por idades

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos(8.077), seguida da faixa dos 30 e 39 anos (7.968) e das pessoas entre 50 aos 59 anos (7.466).

O país registou até ao momento 7.429 doentes com idades entre os 20 e os 29 anos, 5.703 em pessoas mais de 80 anos, 4.932 entre os 60 e 69 anos e 3.423 entre os 70 e 79 anos.

A DGS dá conta ainda de 2.176 casos de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos e de 1.660 de crianças até aos nove anos.

De acordo com o documento, 35% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 28% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 14% fraqueza generalizada e 10% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 90% dos casos confirmados.

Imagem do boletim da DGS
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Os casos importados

Há várias semanas que não há alteração nos dados dos casos importados em Portugal. Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 177 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França, 88 do Reino Unido, 48 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 13 da Alemanha e também 10 na Bélgica.

O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito, quatro da Índia e também quatro da Indonésia.

Há ainda três casos importados de Angola, Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há dois casos importados da África do Sul, Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.

Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como Arábia Saudita, Azerbaijão, China, Dinamarca, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

Imagem do boletim da DGS
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A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Mais de 610 mil mortos no mundo

A pandemia de COVID-19 já provocou pelo menos 610.604 mortos em todo o mundo, entre os 14.736.130 casos de infeção diagnosticados, segundo um balanço da agência France Presse (AFP) baseado em dados oficiais. Pelo menos 8.150.900 pessoas conseguiram curar-se da doença, em 196 países e territórios desde o início da pandemia, de acordo com dados da AFP, às 12:00.

Na segunda-feira, foram registados 4.323 novos óbitos e 212.052 novos casos em todo o mundo. Os países com o maior número de novos mortos registados na segunda-feira foram o Brasil (632), a Índia (587) e nos Estados Unidos (435).

Os Estados Unidos são o país mais afetado tanto em número de mortos como em casos, com 140.909 mortos em 3.830.121 casos registados, segundo a contagem da Universidade John Hopkins, que indica que neste país pelo menos 1.160.087 pessoas já foram consideradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 80.120 mortos em 2.118.646 casos, o Reino Unido, com 45.312 mortos (295.372 casos), o México, com 39.485 mortos (349.396 casos), e a Itália, com 35.058 mortos em 244.624 casos.

Entre os países mais afetados, a Bélgica é o que concentra um maior número de mortos em relação à sua população, com 85 mortos por cada 100 mil habitantes, seguida pelo Reino Unido (67), Espanha (61), Itália (58) e Suécia (56).

A China, sem contabilizar os territórios de Macau e Hong Kong, declarou oficialmente 83.693 casos (11 novos entre segunda-feira e hoje), dos quais 4.634 mortos (0 novos) e 78.817 curados.

A Europa totalizava hoje, ao meio-dia, 205.816 mortos em 2.971.431 casos, a América Latina e Caraíbas 164.216 mortes em 3.880.684 casos, os Estados Unidos e o Canadá 149.793 mortes (3.941.552 casos), a Ásia 51.805 mortes (2.166.106 casos), o Médio Oriente 23.403 mortes (1.024.374 casos), a África 15.416 mortes (737.948 casos) e a Oceânia 155 mortes em 14.043 casos.

Segundo a AFP, o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do número real de contaminações, dado que alguns países testam apenas os casos mais graves, outros utilizam testes prioritários para a triagem e vários países mais pobres dispõem de capacidades limitadas de despistagem.

O balanço da AFP foi realizado a partir de dados recolhidos pelos escritórios da agência junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A doença COVID-19 é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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