Desde o início da pandemia, Portugal registou 1.629 mortes associadas à COVID-19 e 44.416 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em relação a ontem, registaram-se mais 9 óbitos (crescimento de 0,55%), 287 infetados (aumento de 0,65%) e 279 recuperados. Ao todo há já 29.445 casos de recuperação em Portugal. 

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Lisboa e Vale do Tejo (LVT) continua a ser a região com mais novos episódios de infeção pelo novo coronavírus, com 207 das 287 novas infeções (72,1%).

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 821 (+1 que ontem) óbitos, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (513 +6), Centro (248 =) e Algarve (15 =). Pelo menos 17 (+2) mortes foram registadas no Alentejo. Há 15 mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Pelo menos 1.308 pessoas aguardam resultado laboratorial e 33.134 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 394.134 casos suspeitos, sendo que 348.410 não se confirmaram.

Em todo o território nacional, há 511 doentes internados, menos dois do que na segunda-feira, e 76 em unidades de cuidados intensivos, mais dois do que ontem.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Das mortes registadas no documento de hoje disponibilizado pela DGS, 1.090 tinham mais de 80 anos, 314 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 148 entre os 60 e 69 anos, 53 entre 50 e 59, 20 entre os 40 os 49, dois entre os 30 e os 39 anos e dois entre os 20 e os 29 anos.

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A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país que regista o maior número de infeções, com 20.929 (+207), seguida da região Norte (17.823+ 58), da região Centro (4.211 +16), do Algarve (663 =) e do Alentejo (544 +5). Nos Açores, existem 151 casos confirmados e na Madeira 95 (+2).

Relativamente aos concelhos com mais casos, devido a problemas na notificação, a DGS não atualizou os números esta terça-feira. Assim sendo, tal como ontem, o concelho de Lisboa é o que atualmente regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus, com 3.645, seguido de Sintra (2850), Loures (1.910), Amadora (1.780), Vila Nova de Gaia (1.678), Porto (1.414), Matosinhos (1.292), Braga (1.256), Odivelas (1.183), Gondomar (1.093), Cascais (1.061), Maia (950), Oeiras (852), Vila Franca de Xira (808), Valongo (764), Guimarães (725), Ovar (690) e Coimbra (614).

O boletim refere ainda que há 200 casos por distribuir no total da região de Lisboa e Vale do Tejo, referentes a testes realizados por um laboratório privado que em três dias da semana passada não os registou no sistema para o efeito.

De acordo com o documento, 36% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 28% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 14% fraqueza generalizada e 10% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 90% dos casos confirmados.

Imagem do boletim da DGS
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Os casos importados

Há várias semanas que não há alteração nos dados dos casos importados em Portugal. Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 177 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França, 88 do Reino Unido, 48 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 13 da Alemanha e também 10 na Bélgica.

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O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito, quatro da Índia e também quatro da Indonésia.

Há ainda três casos importados de Angola, Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há dois casos importados da África do Sul, Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.

Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como Arábia Saudita, Azerbaijão, China, Dinamarca, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Mais de 538 mil mortos e 11,6 milhões de casos

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a pelo menos 538.326 pessoas e infetou mais de 11,6 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais. De acordo com os dados recolhidos pela agência de notícias francesa até às 11:00 de Lisboa, já morreram pelo menos 538.326 pessoas e há mais de 11.645.810 infetados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan.

Pelo menos 6.116.100 casos foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

A AFP adverte que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que alguns países estão a testar apenas casos graves, outros usam o teste como uma prioridade para rastreamento e muitos países pobres têm apenas capacidade limitada de rastreamento.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 130.306 e 2.938.624 casos, respetivamente. Pelo menos 924.148 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 65.487 mortes para 1.623.284 casos, Reino Unido com 44.236 mortes (285.768 casos), Itália com 34.869 mortes (241.819 casos) e México com 31.119 mortos (261.750 casos).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 83.565 casos (oito novos entre segunda-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes (nenhuma nova) e 78.528 curados.

A Europa totalizou 199.942 mortes para 2.750.206 casos, Estados Unidos e Canadá 139.038 mortes (3.044.389 casos), América Latina e Caraíbas 129.920 mortes (2.964.434 casos), a Ásia 39.249 mortes (1.539.646 casos), Médio Oriente 18.370 mortes (842.154 casos), África 11.672 mortes (494.640 casos) e Oceânia 135 mortes (10.347 casos).

A AFP avisa que devido a correções pelas autoridades ou a publicação tardia dos dados, os valores de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

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