Desde o início da pandemia, Portugal registou 1.620 mortes associadas à COVID-19 e 44.129 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em relação a ontem, registaram-se mais 6 óbitos (mais 0,37%), 232 infetados (crescimento de 0,53%) e 149 recuperados. Ao todo há já 29.166 casos de recuperação em Portugal.

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Lisboa e Vale do Tejo (LVT) continua a ser a região com mais novos episódios de infeção pelo novo coronavírus, com 195 das 232 novas infeções (84%).

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 820 óbitos, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (507), Centro (248) e Algarve (15). Pelo menos 15 mortes foram registadas no Alentejo. Há 15 mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 513 doentes internados, mais 24 do que no domingo, e 74 em unidades de cuidados intensivos, mais um do que ontem.

Pelo menos 1.182 pessoas aguardam resultado laboratorial e 31.485 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 391.651 casos suspeitos, sendo que 346.340 não se confirmaram.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Das mortes registadas no documento de hoje disponibilizado pela DGS, 1.085 tinham mais de 80 anos, 310 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 148 entre os 60 e 69 anos, 53 entre 50 e 59, 20 entre os 40 os 49, dois entre os 30 e os 39 anos e dois entre os 20 e os 29 anos.

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A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país que regista o maior número de infeções, com 20.722, seguida da região Norte (17.766), da região Centro (4.195), do Algarve (663) e do Alentejo (539). Nos Açores, existem 151 casos confirmados e na Madeira 93.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus, com 3.645, seguido de Sintra (2850), Loures (1.910), Amadora (1.780), Vila Nova de Gaia (1.678), Porto (1.414), Matosinhos (1.292), Braga (1.256), Odivelas (1.183), Gondomar (1.093), Cascais (1.061), Maia (950), Oeiras (852), Vila Franca de Xira (808), Valongo (764), Guimarães (725), Ovar (690) e Coimbra (614).

De acordo com o documento, 37% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 28% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 10% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 90% dos casos confirmados.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Os casos importados

Há várias semanas que não há alteração nos dados dos casos importados em Portugal. Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 177 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França, 88 do Reino Unido, 48 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 13 da Alemanha e também 10 na Bélgica.

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O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito, quatro da Índia e também quatro da Indonésia.

Há ainda três casos importados de Angola, Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há dois casos importados da África do Sul, Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.

Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como Arábia Saudita, Azerbaijão, China, Dinamarca, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Mais de 534 mil mortos e 11,4 milhões de casos

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a pelo menos 534.306 pessoas e infetou mais de 11,4 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais. De acordo com os dados recolhidos pela agência de notícias francesa até às 11:00 de Lisboa, já morreram pelo menos 534.306 pessoas e há mais de 11.471.530 infetados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan. Pelo menos 5.991.700 casos foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

A AFP adverte que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que alguns países estão a testar apenas casos graves, outros usam o teste como uma prioridade para rastreamento e muitos países pobres têm apenas capacidade limitada de rastreamento.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 129.947 e 2.888.729 casos, respetivamente. Pelo menos 906.763 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 64.867 mortes e 1.603.055 casos, Reino Unido com 44.220 mortes (285.416 casos), Itália com 34.861 mortes (241.611 casos) e o México com 30.639 mortos (256.848 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 83.557 casos (quatro novos entre domingo e hoje), incluindo 4.634 mortes (nenhuma nova) e 78.518 curados.

A Europa totalizou 199.488 mortes para 2.732.490 casos, Estados Unidos e Canadá 138.675 mortes (2.994.265 casos), América Latina e Caraíbas 128.173 mortes (2.921.101 casos), Ásia 38.463 mortes (1.505.902 casos), Médio Oriente 17.998 mortes (829.047 casos), África 11.374 mortes (478.615 casos) e Oceânia 135 mortes (10.111 casos).

A AFP avisa que devido a correções pelas autoridades ou a publicação tardia dos dados, os valores de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

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