Desde o início da pandemia, Portugal registou 7.377 mortes associadas à COVID-19 e 446.606 casos de infeção.

Em relação a terça-feira, contabilizam-se mais 91 óbitos, 10.027 infetados - um novo máximo diário - e 3.115 recuperados. Ao todo há já 352.225 casos de recuperação relacionados com a doença em território nacional.

A região Norte, com 3.857 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 38,4% do total de diagnósticos nas últimas 24 horas em Portugal.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 3.346 óbitos (+34 do que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (2.563 +27), Centro (1.076 +14) e Alentejo (278 +15). Pelo menos 76 (+1) mortes foram registadas no Algarve. Há 22 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 16 óbitos (=) associados à doença.

Em todo o território nacional, há 3.293 doentes internados, mais 33 que ontem, e 513 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais um do que na terça-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 87.004 casos ativos da infeção em Portugal – mais 6.821 que ontem - e 100.103 pessoas em vigilância pelas autoridades – mais 3.526.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 222.403 (+3.857), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (144.842 +3.333), da região Centro (53.668 +1.932), do Alentejo (12.815 +439) e do Algarve (8.836 +307). Nos Açores existem 2.164 (+107) casos confirmados e na Madeira existem 1.878 (+52).

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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 4.978 (+57) mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (1.501 +23), entre 60 e 69 anos (615 +10), entre 50 e 59 anos (197 +1), 40 e 49 anos (66 =) e entre 30 e 39 anos (15 =).

Há ainda seis mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e uma (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 3.843 são do sexo masculino e 3.534 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 74.120 (+1.617) casos, seguida da faixa etária entre os 20 e os 29 anos, com 68.293 (+1.586), e da faixa etária dos 30 e os 39 anos, com 66.721 (+1.516).

Desde o início da pandemia, houve 200.798 homens infetados e 245.651 mulheres, sendo que se desconhece o género de 157.

Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje
Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje créditos: SAPO

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Último balanço mundial

A COVID-19 já matou pelo menos 1.869.674 pessoas no mundo desde o início da pandemia em dezembro de 2019, segundo o levantamento realizado hoje pela agência de notícias AFP de fontes oficiais às 11:00. Mais de 86.395.630 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da epidemia, dos quais pelo menos 53.992.400 pessoas já foram consideradas curadas.

Os números baseiam-se nos levantamentos comunicados diariamente pelas autoridades de saúde de cada país e não têm em consideração as revisões efetuadas posteriormente por organismos de estatística, como na Rússia, Espanha e Reino Unido.

Na terça-feira, 15.769 novas mortes e 759.669 novos casos foram registados em todo o mundo. Os países que registaram nesse dia o maior número de mortes segundo os levantamentos mais recentes são os Estados Unidos com 3.936 novas mortes, Brasil (1.171) e México (1.065).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 357.377 mortes para 21.050.709 casos, de acordo com o levantamento realizado pela Universidade Johns Hopkins.

Países mais afetados

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 197.732 mortes e 7.810.400 casos, a Índia com 150.114 óbitos (10.374.932 casos), o México com 128.822 mortes (1.466.490 casos) e a Itália com 76.329 óbitos (2.181.619 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 171 mortes por 100.000 habitantes, seguida pela Eslovénia (139), Bósnia (128), Itália (126) e Macedónia do Norte (123).

A Europa totalizou hoje, às 11:00, 596.360 mortes para 27.697.573 casos, a América Latina e Caribe 516.447 óbitos (15.919.646 casos), os Estados Unidos e Canadá 373.564 mortes (21.667.774 casos), a Ásia 222.559 óbitos (14.102.248 casos), o Médio Oriente 91.058 mortes (4.095.329 casos), a África 68.741 mortes (2.881.845 casos) e a Oceânia 945 óbitos (31.222 casos).

Desde o início da pandemia, o número de testes realizados aumentou drasticamente e as técnicas de rastreamento e despistagem melhoraram, levando a um aumento no número dos contágios declarados.

O número de casos diagnosticados, entretanto, reflete apenas uma fração do total real dos contágios, com uma proporção significativa dos casos menos graves ou assintomáticos ainda não detetados.

Esta avaliação foi realizada com base em dados recolhidos pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

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