Portugal regista 714 mortes associadas à COVID-19 e 20.206 infetados, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Relativamente aos dados de sábado, há um aumento de 27 mortos (crescimento percentual de 3,9 por cento) e de 521 infetados (crescimento percentual de 2,6 por cento).

Tal como ontem, há registo de 610 doentes recuperados.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de sábado, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 409 óbitos, seguida da região Centro (164), da região de Lisboa e Vale do Tejo (126) e do Algarve (10). Há cinco mortes contabilizadas nos Açores. No Alentejo e na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 1.243 doentes internados, menos 10 do que no sábado, e 224 em unidades de cuidados intensivos, menos 4 que ontem.

Pelo menos 4.959 pessoas aguardam resultado laboratorial e 27.947 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 187.694 casos suspeitos, sendo que 162.439 não se confirmaram.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Das mortes registadas, 470 tinham mais de 80 anos, 151 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 65 entre os 60 e 69 anos, 20 entre 50 e 59 e oito entre os 40 e os 49.

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, com 12.148 casos seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (4.500), da região Centro (2.923), do Algarve (310) e do Alentejo (310). Nos Açores, existem 106 casos confirmados e na Madeira 61.

Os dados da DGS precisam que o concelho do Porto é o que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus (1.059), seguido de Lisboa (1.038 casos), Vila Nova de Gaia (1035), Matosinhos (875), Braga (848), Gondomar (834), Maia (744), Valongo (585), Ovar (511), Sintra (493) e Coimbra com 355 casos.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (3.510), seguida da faixa dos 40 aos 49 anos (3.473), e das pessoas com mais de 80 anos, em que há 3.082 casos.

Há ainda 2.831 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 2.444 entre os 60 e 69 anos, 2.149 entre os 20 e os 29 anos e 1.826 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista ainda 345 casos de crianças até aos nove anos e 536 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com o boletim, 52% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 38% febre, 27% dores musculares, 25% cefaleia, 21% fraqueza generalizada e 16% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 85% dos casos confirmados.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 171 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 130 de França, 82 do Reino Unido, 46 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 29 de Itália, 30 do Brasil, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália e 10 da Alemanha.

O boletim dá ainda conta de dez casos importados da Bélgica, oito da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito e quatro da Índia.

Há ainda três casos importados da Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há também dois casos importados do Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia. Foram ainda importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha.

Há igualmente registo de um caso importado de países como África do Sul, Azerbaijão, China, Dinamarca, Indonésia, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

Imagem do boletim da DGS

Veja em baixo o mapa interativo com os casos de coronavírus confirmados até agora

Se não conseguir ver o mapa desenvolvido pela Universidade Johns Hopkins, siga para este link.

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Mais de 160 mil mortos

A pandemia de COVID-19 já fez mais de 160 mil mortos em todo o mundo e cerca de dois terços dessas mortes ocorreram na Europa, de acordo com um balanço feito pela agência France-Presse (AFP) pelas 10:40. De acordo com várias fontes oficiais espalhadas por todo o mundo, estavam registadas 160.502 mortes em todo o mundo associadas à pandemia de COVID-19, das quais 101.398 na Europa, o continente mais afetado.

Em termos de número de casos de infeção, a AFP contabilizou 2.331.318 casos, dos quais 1.151.820 foram registados no continente europeu.

Os Estados Unidos são o país que regista maior número de mortes (39.090), à frente de Itália (23.227), Espanha (20.453), França (19.323) e Reino Unido (15.464).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria ou Espanha, a aliviar algumas das medidas.

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