Um estudo longitudinal com 2942 jovens nascidos no Porto em 1990 e inquiridos aos 13, 17, 21 e 24 anos, revela que os comportamentos de risco - como suspensões na escola, envolvimento em lutas físicas ou condenações - são em geral mais frequentes entre os jovens com menor escolaridade e que são filhos de pais que concluíram também poucos anos de estudo.

No entanto, há um caso em que os jovens com mais anos de estudo e filhos de pais com mais habilitações se destacam: no consumo de haxixe ou marijuana. Aos 21 anos, quase 49% destes jovens inquiridos assumiram que tinham já consumido este tipo de substâncias, quando só 29% dos com menos escolaridade o tinham feito.

As conclusões fazem parte do estudo "Reproduzir ou Contrariar o Destino Social?", que será apresentado nesta sexta-feira na Fundação Champalimaud, em Lisboa, e que faz parte do projecto Epiteen24 (Epidemiological Health Investigation of Teenagers in Porto).

De acordo com a Anália Torres, coordenadora do projeto e professora do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, os dados recolhidos permitem perceber que também a "experimentação do álcool aos 13 anos acontece mais nas classes médias e altas, por causa das redes de interconhecimento", com estes jovens a "frequentaram mais festas e terem mais dinheiro", disse em declarações ao jornal Público.

"Nota-se que são os grupos mais escolarizados que tendem a ter mais prática de consumos", comenta ao mesmo jornal.

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