O Comité de Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia do Medicamento (EMA) acaba de autorizar a introdução no mercado europeu do primeiro tratamento no mundo destinado a combater as perturbações da mobilidade em doentes com Esclerose Múltipla (EM).

Atualmente e de acordo com a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), as dificuldades motoras são uma das consequências mais comuns e perturbadores em doentes com esclerose múltipla mas, ao mesmo tempo, uma das problemáticas menos discutida entre os doentes e médicos. De referir que cerca de 60 por cento dos doentes com EM precisam de ajuda para se movimentar passados 20 anos do diagnóstico.

João de Sá, neurologista do Hospital de Santa Maria em Lisboa, considera que “a fampridina é o primeiro tratamento com um impacto positivo nas perturbações da mobilidade, que afetam e condicionam a vida de dois terços dos doentes com esclerose múltipla. Os doentes em tratamento com fampridina reportam, adicionalmente, uma melhoria global do seu desempenho quotidiano, o que poderá estar associado a outros benefícios do fármaco, que irão ser agora avaliados”.

O CHMP recomenda a autorização da fampridina para melhorar a capacidade de marcha em doentes adultos com EM que apresentem dificuldade em andar sendo que o novo tratamento demonstrou eficácia em jovens e adultos com todos os tipos de EM, tanto nas formas surto-remissão, como em formas progressivas.

A fampridina pode ser usada em monoterapia ou concomitantemente com outras terapêuticas para a EM, incluindo medicamentos imunomoduladores. O novo tratamento deverá estar disponível nos mercados europeus, incluindo Portugal dentre de aproximadamente 30 dias.

21 de junho de 2011

Fonte: Guess What - Public Relations

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