Recentemente, Carolina Deslandes partilhou um texto na sua página do Facebook onde falava da gravidez. No entanto, nem todos ficaram agradados com as palavras da artista, referindo-se às mulheres que decidem abortar.

"Se descobrires que tens uma semente dentro de ti, tira o tempo necessário e conversa contigo antes de tomares qualquer decisão. Sei que existem muitas pessoas que não têm condições de ter as crianças, sei que todas nós temos o direito de decidir. Mas por favor pensa, não sejas leviana. É o maior milagre do mundo sermos capazes de trazer e criar uma vida no ventre", escreveu Carolina.

Perante esta publicação, o site 'Capazes' partilhou um texto, escrito por Tânia Silvestre, onde esta critica Deslandes por dizer que as mulheres que abortam são "levianas".

Inicialmente, Tânia começa por dar um exemplo seu. "Ao fim de já ser sexualmente ativa há largos anos, sempre sem percalços, dei comigo grávida, e não tenho vergonha de admitir que nem sequer ponderei a questão. Estava na altura a trabalhar sem qualquer contracto ou sequer recibos verdes, e o meu companheiro, apesar de estar a gerir um negócio praticamente sozinho há três anos, muitas vezes a trabalhar 12 horas por dia, tinha um contracto de trabalho (falso) a tempo parcial.

Nem a minha família nem a dele moram por perto ou têm condições de ajudar. E sim, até ganhávamos o suficiente para sustentar uma criança, com muito esforço e sacrifício. Uns meses depois, o patrão do meu namorado vendeu o negócio e pagou-lhe apenas aquilo que estava no contracto, que era a tempo parcial e correspondia a menos de metade do seu ordenado real. E eu, de um momento para o outro, tive que abandonar o meu posto, pois trabalhava praticamente sozinha num café da Mouraria onde não haviam condições de segurança. (…)

Leviana teria sido se de facto tivesse esperado mais tempo para pensar no assunto (que até podia, afinal ainda estava de seis semanas) e ao começar a sentir todos esses belos sentimentos que descreves, tivesse mudado de ideias, para uns tempos depois estar desempregada e o meu companheiro a receber menos de metade do ordenado".

Atualmente, Tânia e o companheiro já têm um emprego estável e, "se tudo correr bem, daqui a uns anos" vão ponderar a hipótese de ter um filho, "com as devidas condições".

"Mas isto somos nós, pessoas para quem ter filhos faz parte do nosso projeto de vida. Como certamente saberás, não há nenhum método contraceptivo 100% seguro, há falhas. E há pessoas que não estão minimamente interessadas em fazer este tipo de milagres no mundo. Uma mulher que não quer ter filhos de forma alguma, que se veja na situação de estar grávida, deve ponderar o assunto para não ser leviana?

Leviana seria se trouxesse mais uma criança ao mundo sem qualquer desejo de a ter. Já há demasiadas crianças para adopção, a crescer sem saber o que é uma família e infelizmente, ainda há mais crianças a crescer em famílias onde não são desejadas. Não querer ter filhos não é ser leviano, é apenas ter prioridades diferentes", remata.

Par ler o texto na íntegra, clique aqui.

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