Muitas são as vezes que damos por nós a reclamar, a questionar o porquê de se ter atraído aquela situação, nomeadamente quando de situações menos felizes se trata: parece que o mundo está contra nós.

As vítimas existem, naturalmente que sim, e claro que existem vítimas de situações que observamos não terem tido responsabilidade alguma. A questão que gostava de explorar é que existem, efectivamente, pessoas que manipulam outras através deste lugar, pois houve um momento que verificaram quão poderoso pode ser agir a partir daqui.

Quem se identifica com este perfil começa a manipular as pessoas à sua volta para atrair alguma atenção, usufruir de alguns benefícios, criando uma dinâmica co-dependente e uma dinâmica tóxica entre as partes.  Viver neste registo é drenante porque é possível que se perca, pelo caminho, a autenticidade, a capacidade de viver a partir de um lugar de amor próprio.

Todos gostaríamos de viver, exclusivamente, relações saudáveis, amorosas, respeitosas. Porém, todos temos a nossa infância marcada por acontecimentos que nos moldam a nossa maneira de estar na vida, a forma como vamos interagir num contexto social, laboral, familiar.

Segundo a autora Lise Bourbeau existem cinco feridas emocionais: a rejeição, o abandono, a humilhação, a traição e a injustiça. Todas elas são provenientes da nossa infância, condicionando assim a nossa saúde física, mental e emocional.

À medida que vamos crescendo vamos usando máscaras, vamos usando os nossos próprios filtros, ficamos reféns das nossas crenças.  O lugar da vítima serve, assim, alguém que não se consegue empoderar, que não se sente seguro, alguém que quando mais precisou de sentir amor e proteção provavelmente não conseguiu.

Quando começamos a questionar a nossa vida, os para quê - o propósito - vamos começar a tirar camadas, como se fôssemos uma cebola, e vamos à origem, vamos olhar os porquês, a causa. Reconhecemos então, neste tipo de processo individual, o que nos bloqueia e o que não nos possibilita atingir determinados resultados.

A importância de estudar as emoções é, cada vez mais, um assunto em cima da mesa pois são notórios os resultados de quem procura conhecer-se, de quem procura viver em maior harmonia e alinhado. É importante refletir, mas é essencial sentir. Ninguém gosta de se sentir vítima, pois isso coloca-nos numa posição de inferioridade. Contudo, são processos inconscientes, só se reconhecem os benefícios secundários associados, sendo um deles a atenção. Queremos ser vistos, queremos pertencer, queremos todos ser amados.

Cada um de nós tem os seus desafios, seguramente. Só temos de estar empoderados para os viver. Acompanho pessoas que queiram olhar para si, que queiram viver mais conscientes e felizes. Que queiram iniciar esta viagem pelo desenvolvimento pessoal.  'Quem acolheres ser, serás.'

Poderá escrever-me para: soraiasequeira.heartcoach@gmail.com.

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