Quando o coração é incapaz de gerar ou conduzir estímulos cardíacos que
possi­bilitem a contracção cardíaca a um ritmo eficaz, torna-se necessário
implantar um pacemaker.

As indicações principais para a implantação de um pacemaker são as
bradiarritmias. Elas podem ocorrer por doença da estrutura que gera os
estímulos cardíacos (doença do nódulo sinusal) ou por perturbação da condução
desses estímulos dentro do coração (bloqueios).

O pace­maker regista informa­ções sobre o ritmo cardíaco,
verificando em particular se o coração está a bater de forma regular ou
demasiado lenta. Se estiver a bater com demasiada lentidão, emite pequenos
estímulos eléctricos, transmitidos através dos eléctrocateteres, que fazem com
que o coração se contraia com a frequência mais adequada. Depois da cirurgia, o doente pode retomar a sua actividade habitual. Daí em diante, não tem prati­camente qualquer tipo de restrição pelo facto de
ter um pacemaker implantado.

E no que concerne ao uso do pacemaker durante uma gravidez? O pacemaker pode representar algum risco para o bebé? Mário Oliveira, cardiologista no Hospital de Santa Marta, esclarece, na página seguinte, as dúvidas mais pertinentes.

Uma jovem com pacemaker pode engravidar em segurança?

O
que pode condicionar a possibilidade de engravidar é a doença cardíaca
de base e não o facto de ser portadora de pacemaker. Em alguns casos, o
coração é estruturalmente normal, pelo que não há qualquer problema em
engravidar.

Espera-se que qualquer jovem portador de pacemaker possa ter
uma vida completamente normal, seguindo regras básicas, como por
exemplo, evitar os piercings devido ao risco de infecção que pode trazer
para os eléctrodos intra-cardíacos.

Mas deve falar sempre com o
cardiologista assistente no sentido de saber se a sua condição cardíaca
implica alguns cuidados especiais. Pode ser também reavaliada a
programação do pacemaker.

Quanto tempo dura um pacemaker?

Actualmente, os pacemakers
têm uma longevidade no que diz respeito ao gerador/bateria na ordem dos
8/10 (ou mais) anos, o que permite muito tempo de actividade plena sem
qualquer problema. Com a possibilidade de monitorização remota das
várias funções do aparelho, os jovens podem desenvolver toda a sua vida
com segurança, visitando o hospital para consulta apenas anualmente,
facto que traz uma imensa melhoria na qualidade de vida, sem prejudicar a
sua actividade profissional.

Leia também o relato de uma jornalista que assistiu à implantação de um pacemaker, clicando aqui.

Texto: Cláudia Pinto com Mário Oliveira (cardiologista no Hospital de Santa Marta)

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