São uma queixa comum nas consultas de medicina geral e familiar e nas consultas de especialidade, quer de neurologia quer de psiquiatria. As falhas de memória, muitas vezes, têm significado patológico, não devendo ser de imediato descartadas como sendo próprias da idade.

É verdade que com o envelhecimento cerebral perdemos capacidades, mas é também a ele que se associa o maior risco de demência.

Na presença de queixas repetidas de memória, o clínico geral deverá efetuar um teste simples de rastreio de demência e, na dúvida, orientar o doente para uma consulta de neurologia. As falhas de memória estão, muitas vezes, relacionadas com quadros ansiosos ou depressivos, excesso de trabalho, poucas horas de sono, com implicação direta e negativa no funcionamento cerebral. Nestes casos, há que tratar as doenças subjacentes (por exemplo depressão ou ansiedade) se existirem e modificar algumas rotinas do dia a dia, na medida do possível.

Vantagens em ir ao neurologista

O diagnóstico de demência e o de defeito cognitivo ligeiro (estádio intermédio entre a cognição normal e a demência) têm vantagens em ser efetuados precocemente para potenciar o tratamento e permitir uma melhor orientação quanto ao futuro, quer para os doentes quer para os seus familiares. O acompanhamento médico especializado é fundamental durante todas as fases de evolução destas doenças, permitindo ajustar as terapêuticas e obter as indicações para cuidados mais adequados nas diferentes fases da sua evolução.

Texto: Nazaré Tocha com Belina Nunes (médica neurologista na Clínica de Memória Drª Belina Nunes)

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