Os meses de maior frio são também aqueles em que as pessoas adoecem mais facilmente e não são raros os casos em que recorrem à automedicação para se curar.

Os medicamentos não sujeitos a receita médica podem ajudá-lo a superar as doenças respiratórias invernais ou os seus sintomas, mas é fundamental que leia sempre e respeite o rótulo. Por isso, é essencial em que casos este tipo de fármacos são indicados e quando os deve parar de tomar.

Antitússicos

Podem ser usados em caso de tosse seca, persistente e de grande incómodo e em caso de irritação brônquica com ataques de tosse, em particular à noite. Pare de tomar após cinco dias ou se a tosse for acompanhada por muito muco. Deve fazer o mesmo caso o muco tenha cor amarelada, esverdeada ou com sangue ou se sentir dores no peito e/ou tiver dificuldade respiratória ou febre.

Mucolíticos

Em xarope, gotas orais, comprimidos efervescentes ou granulados, comprimidos e cápsulas, usam-se para tratar a expetoração, reduzindo a viscosidade do muco e alterando a sua estrutura para facilitar a sua remoção através da tosse. Pare de tomar, no máximo, após sete dias ou se surgir muco com sangue, dores no peito, dificuldade respiratória e febre.

Descongestionantes nasais

Em gotas, gel e nebulizadores nasais, aliviam rapidamente, durante cerca de 12 horas, espirros e corrimento nasal, graças a um efeito vasoconstritor (redução do calibre dos vasos sanguíneos). Pare de tomar após três a cinco dias, salvo indicação médica em contrário e se surgir hemorragia ou congestão nasal que não melhore ao fim de quatro dias ouse sentir dificuldades respiratórias.

Aplicações oro-faríngeas

Em pastilhas, spray ou solução tópica, aliviam a dor de garganta de forma temporária, podendo ser usadas em situações de faringite aguda. Pare de tomar após três a sete dias, salvo indicação médica em contrário, ou se tiver dores de garganta fortes e prolongadas, rouquidão persistente,  dificuldade respiratória, febre elevada ou saliva com sangue.

Analgésicose antipiréticos

Atuam sobre as dores e a febre. Paracetamol, ácido acetilsalicílico e ibuprofeno são as principais substâncias ativas. O ácido acetilsalicílico não deve ser tomado por crianças ou durante mais de dez dias por adultos. O uso prolongado de paracetamol deve ser evitado, não devendo exceder-se a dose máxima diária recomendada de 4000 mg para adultos, de forma a evitar uma intoxicação por este medicamento. Se ao tomar ibuprofeno notar efeitos adversos persistentes, como vómitos ou dor de cabeça, fale com o seu médico.

Texto: Rita Miguel com Cristina Azevedo (farmacêutica)

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