As doenças crónicas não transmissíveis como a diabetes, a hipertensão, o cancro, o colesterol são um dos grandes problemas da nossa sociedade. Para ajudar a combatê-las, a marca Continente lançou, no final de 2010, o programa «Vida Hiper Saudável», que decorre em vários hipermercados de Norte a Sul do País.

A iniciativa divide-se em várias opções (todas gratuitas) que vão desde consultas e rastreios, ao serviço de Nutritional Personal Shopper.

Neste último, o nutricionista acompanha as compras de uma cliente, ajudando-o nas escolhas mais saudáveis. A saber viver fez uma simulação do serviço e aqui lhe apresentamos tudo aquilo que aprendemos.

1. Roteiro personalizado

A visita é feita com uma nutricionista. Pode ser mais generalista, apresentando os prós e contras dos produtos básicos da nossa alimentação, ou mais pormenorizada, quando se associa à prevenção ou tratamento de uma patologia específica. «Começamos onde o cliente deseja. Se ele tem alguma dúvida em relação a um produto específico, vamos até essa secção e esclarecemos a questão, prosseguindo depois com o resto das explicações. Caso contrário, fazemos a visita normal, a começar habitualmente nas frutas e legumes», explica Joana Faria, uma das nutricionistas que faz a consulta.

2. Frutas e legumes

São o maior grupo da roda dos alimentos e, segundo a Organização Mundial de Saúde, devemos comer cerca de 400 gramas por dia, o que corresponde a cerca de cinco porções. Vítor Dauphinet, o nutricionista responsável pela iniciativa, salienta que «estes números podem até ser superiores. Sempre que se verificam consumos superiores, encontram-se mais vantagens». A equipa aconselha ainda a variar na escolha de cores. «Cada fruta ou legume de uma determinada cor vai ter um impacto diferente no organismo», diz Joana Faria.

3. Carne e peixe

O peixe é uma boa opção para o carrinho das compras. «Aconselhamos sempre o consumo de peixe gordo rico em ómega 3 (salmão, atum, cavala, sardinha), pelo menos três vezes por semana. No entanto, as pessoas com hipertensão devem moderar o consumo destes peixes sob a forma de enlatados», explica Joana Faria.

Também os mariscos são alimentos ricos em gorduras saturadas, por isso, quem sofre de colesterol, «deve comê-los com pouca frequência».

A mesma situação acontece com as carnes vermelhas. Por isso a nutricionista recomenda «as carnes brancas e métodos de confecção mais saudáveis como o estufado, cozido ou refogados em cru. A fritura, mesmo que seja com azeite, é a pior opção». Na charcutaria, deve escolher os fiambres e queijos magros.

4. Lacticínios

Os adultos podem beber leite magro uma vez que «já não precisam de gorduras saturadas. Em termos de cálcio, tem quase as mesmas quantidades que um leite meio gordo e só há uma redução notória na presença de vitamina A», explica a nutricionista. Segundo pesquisas recentes, «uma mulher que queira engravidar, tem vantagem em beber leite completo», acrescenta Vítor Dauphinet. Já as manteigas e margarinas devem ser light. No caso das natas, refere Joana Faria, «deve evitar as que têm maior quantidade de gordura saturada e escolher por exemplo as de soja».

Os ovos também podem fazer parte da alimentação de uma pessoa saudável (até um por dia), uma vez que «está cientificamente provado que o colesterol alimentar (presente na gema) não tem grande influencia no colesterol sanguíneo», ressalva Vítor Dauphinet.

5. Pão, cereais e arroz

O pão branco é demasiado rico em gordura e hidratos de carbono, por isso uma má opção.

«Deve-se optar pelos pães de mistura e integral, que usam vários tipos de farinha e têm mais fibra do que o branco», Joana Faria.

Já nos cereais, que são grandes fornecedores de fibra, deve-se evitar os que são ricos em açúcar. «Os flocos de aveia e granola são boas opções em termos de saciedade».

Entre os vários tipos de arroz (branqueado, evaporado e integral) a escolha deve recair «sobre o mais escuro, porque quanto maior o branqueamento, mais nutrientes se perdem».

6. Consultas e rastreios

Além do Nutritional Personal Shopper, a equipa da Vida Hiper Saudável realiza consultas de aconselhamento nutricional e faz rastreios de saúde, onde mede a tensão arterial, o Índice de Massa Corporal, a percentagem de massa gorda e o peso. Aos clientes, ensinam também um método conhecido como o semáforo, que categoriza os nutrientes dos produtos de acordo com as três cores.

«Temos um cartão com os valores compreendidos nas três cores do semáforo, para bebidas e comidas, em relação ao sal, açúcar, gorduras e gorduras saturadas. A pessoa pode usá-lo aqui ou em qualquer lado. Basta consultar a informação nutricional do rótulo», sugere Vítor Dauphinet.

Texto: Mariana Correia de Barros com Joana Faria e Vítor Dauphinet (nutricionistas)

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