"Racionalizar recursos do Serviço Nacional de Saúde é certamente um importante contributo para melhorar a sustentabilidade, mas piorar as condições de trabalho" pode ser contraproducente e comprometer a sua "sustentabilidade financeira", apontou o estudo que é apresentado hoje em Coimbra, na sede da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos.

Segundo esse documento a que a agência Lusa teve acesso, foram implementadas num curto espaço de tempo um grande número de medidas, sem a consideração das suas consequências ou "da capacidade de implementação da administração de saúde" portuguesa.

Como resultado da ausência de tais considerações, "algumas iniciativas não atingiram por completo os seus objetivos".

O estudo sublinha que os "cortes orçamentais, reduções salariais, condições adversas para gestores de unidades de saúde e para profissionais de saúde" poderão ter "feitos negativos nos processos" de cuidados de saúde em Portugal.

Apesar disso, os autores apontam também desenvolvimentos positivos registados nos últimos anos.

Proteção orçamental, esforços para com as dívidas acumuladas no SNS, iniciativas para melhorar a equidade, revisão dos subsídios estatais para subsistemas públicos, medidas direcionadas para a racionalização de recursos e melhoria da eficiência dos serviços foram alguns dos pontos realçados.

O estudo, intitulado "O impacto da crise financeira no sistema de saúde e na saúde em Portugal", foi realizado em 2013 e publicado em 2014, sendo agora apresentado publicamente, em Coimbra.

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