Numa posição enviada à Lusa, o deputado, que tem sido um crítico da direção de Rui Rio, lamentou que não se tenha colocado a hipótese de a bancada do PSD apresentar uma proposta de realização de um referendo à despenalização da eutanásia, como ele próprio sugeriu, tendo até apresentado um anteprojeto ao grupo parlamentar.

A direção optou por dar liberdade de voto e, hoje, a maioria dos 79 deputados sociais-democratas votaram a favor do referendo, registando-se apenas nove votos contra, entre eles o de Rui Rio.

“O PSD perdeu mais uma oportunidade para liderar uma matéria sensível para o seu eleitorado (…) O presidente do PSD optou por rejeitar essa possibilidade e hoje ficou demonstrado que a esmagadora maioria do Grupo Parlamentar (70 deputados) são favoráveis à realização do referendo”, afirmou.

Para Pedro Rodrigues, “uma vez mais a direção política do PSD optou por votar ao lado do Partido Socialista”, e mostrou “cerimónia na demarcação necessária” em relação ao PS.

“Entre o PS e o eleitorado e militantes do PSD a direção política do meu partido voltou a escolher estar ao lado do PS. Não é essa a posição da maioria dos militantes, nem do eleitorado do PSD”, defendeu Pedro Rodrigues.

A Assembleia da República "chumbou" hoje um referendo sobre a morte medicamente assistida, ou eutanásia, apresentado através de uma iniciativa popular com mais de 95 mil assinaturas.

Votaram contra PS, Bloco de Esquerda, PCP, Verdes, PAN, nove deputados do PSD, entre eles o líder, Rio Rio, e as deputadas não inscritas Joacine Katar Moreira (ex-Livre) e Cristina Rodrigues (ex-PAN).

A favor votaram o CDS-PP, a grande maioria da bancada do PSD e o deputado da Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim Figueiredo. O deputado do Chega André Ventura não esteve presente e não houve abstenções.

Além de Rio, votaram contra o referendo mais oito deputados do PSD: António Lima Costa, André Coelho Lima, Mónica Quintela, Catarina Rocha Ferreira, Sofia Matos, Isabel Meireles, Márcia Passos, António Maló de Abreu. Pedro Cegonho (PS), Hugo Carneiro e Maló de Abreu (PSD) apresentaram declarações de voto por escrito.

Os países onde a morte assistida é possível

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