“Ainda que Lisboa nos suscite especial preocupação, a nível turístico, temos outros destinos que não suscitam tanta preocupação”, disse a governante em declarações à agência Lusa, questionada sobre o impacto do número de infeções registadas diariamente na Área Metropolitana de Lisboa no turismo desta região.

Rita Marques lembrou que atualmente o Algarve, o Alentejo, o Centro e o Norte continuam a ser destinos com níveis de infeção mais baixos.

“O que temos que continuar a fazer são duas coisas: em Lisboa, continuar a trabalhar com as entidades competentes e com as populações para serem cumpridas rigorosamente as regras, interrompendo as cadeias de transmissão, e em relação aos outros destinos turísticos nacionais, continuar a trabalhar na sua promoção, nacional e internacional”, afirmou.

“É isso que temos feito. Temos de continuar o bom comportamento das regras e continuar a promover os outros destinos”, disse.

Sobre o setor, que está a dias de iniciar os seus meses tradicionais de “época alta”, Rita Marques lembrou que depois de um mês de abril em que praticamente parou, a informação atual de que dispõe é que “gradualmente vai-se assistindo a um maior interesse por parte dos turistas, sejam eles nacionais ou internacionais”.

“As reservas vão evoluindo favoravelmente de semana a semana e as perspetivas que temos para julho e agosto são animadoras, embora ainda muito longe dos números de 2019”, disse.

“Temos vindo a crescer quer a nível de reservas, quer a nível de bilhetes vendidos em companhias aéreas, quer a nível do próprio consumo evidenciado pelos cartões de crédito internacionais nas últimas semanas. Todos os sinais são-nos favoráveis”, acrescentou.

Rita Marques sublinhou que "evidentemente a situação é muito distinta do ano passado", mas manifestou esperança numa evolução positiva

"Estamos esperançosos que vamos evoluir positivamente, assim continuamos todos nós a cumprir as regras.”

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 477 mil mortos e infetou mais de 9,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.543 pessoas das 40.104 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde, divulgado hoje.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), onde se tem registado o maior número de surtos, a pandemia de covid-19 atingiu os 17.527 casos confirmados, mais 302 do que na terça-feira, o que corresponde a 82% dos novos contágios.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é agora a que tem maior número de infeções (17.527) e a segunda com maior número de óbitos (449).

O Norte regista 17.339 infeções e 814 mortos, o Centro 4.042 casos confirmados e 248 óbitos, o Algarve 15 mortos e 552 pessoas infetadas e o Alentejo dois mortos e 406 pessoas com covid-19.

 A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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