Desde o início da pandemia, Portugal contabilizou 1.682 mortes associadas à COVID-19 e 48.077 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em relação a ontem, registaram-se mais 3 óbitos (crescimento de 0,2%), 312 infetados (aumento de 0,7%) e 314 recuperados. Ao todo há já 32.790 casos de recuperação em Portugal. 

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Lisboa e Vale do Tejo (LVT) continua a ser a região do país com mais novos episódios de infeção pelo novo coronavírus, com 236 das 312 novas infeções (76%).

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 827 óbitos (+1 que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (555 +2), Centro (251 =) e Alentejo (19 =). Pelo menos 15 mortes foram registadas no Algarve. Há 15 mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 476 doentes internados, menos 29 do que na quinta-feira, e 67 em unidades de cuidados intensivos, menos cinco do que ontem.

Pelo menos 1.735 pessoas aguardam resultado laboratorial e 35.150 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 415.851 casos suspeitos, sendo que 366.039 não se confirmaram.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Das mortes registadas no documento de hoje disponibilizado pela DGS, 1.127 tinham mais de 80 anos, 325 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 150 entre os 60 e 69 anos, 55 entre 50 e 59, 20 entre os 40 os 49, três entre os 30 e os 39 anos e dois entre os 20 e os 29 anos.

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Casos por região e concelho

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país que regista o maior número de infeções, com 23.806 (+236 que ontem), seguida da região Norte (18.293 +40), da região Centro (4.340 +10), do Algarve (764 +7) e do Alentejo (623 +18). Nos Açores, existem 152 (+1) casos confirmados e na Madeira 99 (=).

Relativamente aos concelhos, não houve atualizações, uma vez que a DGS decidiu passar a atualizar esses dados apenas à segunda-feira. Lisboa continua assim a registar o maior número de infeções pelo coronavírus, com 4.084 casos, seguido de Sintra (3.219), Loures (2.088), Amadora (1.989), Vila Nova de Gaia (1.756), Porto (1.427), Odivelas (1.349), Matosinhos (1.304), Braga (1.260), Cascais (1.212), Gondomar (1.097), Oeiras (969), Maia (946), Vila Franca de Xira (930), Valongo (774), Guimarães (734), Seixal (732), Almada (714), Ovar (698) e Coimbra (621).

Distribuição por idades

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (7.945), seguida da faixa dos 30 e 39 anos (7.827) e das pessoas entre 50 aos 59 anos (7.356).

O país registou até ao momento 7.280 doentes com idades entre os 20 e os 29 anos, 5.654 em pessoas mais de 80 anos, 4.849 entre os 60 e 69 anos e 3.374 entre os 70 e 79 anos.

A DGS dá conta ainda de 2.124 casos de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos e de 1.604 de crianças até aos nove anos.

De acordo com o documento, 36% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 28% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 14% fraqueza generalizada e 10% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 90% dos casos confirmados.

Imagem do boletim da DGS
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Os casos importados

Há várias semanas que não há alteração nos dados dos casos importados em Portugal. Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 177 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França, 88 do Reino Unido, 48 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 13 da Alemanha e também 10 na Bélgica.

O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito, quatro da Índia e também quatro da Indonésia.

Há ainda três casos importados de Angola, Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há dois casos importados da África do Sul, Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.

Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como Arábia Saudita, Azerbaijão, China, Dinamarca, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

590 mil mortos e mais de 13,8 milhões de infetados no mundo

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a pelo menos 590.132 pessoas e infetou mais 13,8 milhões em todo o mundo, desde dezembro, segundo o mais recente balanço da agência AFP, baseado em dados oficiais.

De acordo com os dados recolhidos pela agência francesa de notícias, até às 11:00 de hoje, de Lisboa, já morreram pelo menos 590.132 pessoas e há mais de 13.835.110 casos infetados em 196 países e territórios, desde o início da epidemia, em dezembro de 2019, na cidade chinesa de Wuhan. Pelo menos 7.547.500 casos foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

A AFP adverte que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que alguns países estão a testar apenas casos graves, outros usam o teste como uma prioridade para rastreamento e muitos países pobres têm apenas capacidade limitada de rastreamento.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 138.360 e 3.576.430, respetivamente. Pelo menos 1.075.882 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 76.688 mortes e 2.012.151 casos, Reino Unido, com 45.119 mortes (292.552 casos), México com 37.574 mortes (324.041 casos) e Itália com 35.017 mortos (243.736 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 83.622 casos (10 novos entre quinta-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes e 78.737 curados.

A Europa totalizou 204.487 mortes para 2.906.930 casos, América Latina e Caraíbas 154.780 mortes (3.639.722 casos), Estados Unidos e Canadá 147.220 mortes (3.685.512 casos), Ásia 47.195 mortes (1.950.408 casos), Médio Oriente 21.927 mortes (975.369 casos), África 14.378 mortes (664.355 casos) e Oceânia 145 mortes (12.819 casos).

A AFP avisa que, devido a correções pelas autoridades ou a publicação tardia dos dados, os valores de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

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