Desde o início da pandemia, Portugal registou 1.184 mortes associadas à COVID-19 e 28.319 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Em 24 horas registaram-se mais nove óbitos (crescimento de 0,8%) e mais 187 casos de infeção (crescimento de 0,7%).

Hoje há mais 16 recuperados em relação a ontem, sendo que o total de casos de recuperação é agora de 3.198. Já a taxa de letalidade global é de 4,2%.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de quarta-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 674 óbitos, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (259), Centro (221) e Algarve (14). Pelo menos uma morte foi registada no Alentejo. Há 15 mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 680 doentes internados, menos 12 do que na quarta-feira, e 108 em unidades de cuidados intensivos, mais cinco que ontem.

Pelo menos 2.676 pessoas aguardam resultado laboratorial e 26.082 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 286.285 casos suspeitos, sendo que 255.290 não se confirmaram.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Das mortes registadas no boletim de hoje, 792 tinham mais de 80 anos, 235 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 104 entre os 60 e 69 anos, 39 entre 50 e 59, 13 entre os 40 os 49 e um homem entre os 20 e os 29 anos.

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, com 16.166 casos, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (7.767), da região Centro (3.569), do Algarve (354) e do Alentejo (238). Nos Açores, existem 135 casos confirmados e na Madeira 90.

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Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus, com 1.835 casos, seguido de Vila Nova de Gaia (1.463), Porto (1.311), Matosinhos (1.220), Braga (1.153), Gondomar (1.051), Maia (909), Sintra (790), Valongo (737), Ovar (636) e Coimbra (564).

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (4.792), seguida da faixa é a dos 40 aos 49 anos (4.758), e das pessoas com mais de 80 anos, em que há 4.284 casos.

Há 4.101 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 3.450 entre os 20 e os 29 anos, 3.175 entre os 60 e 69 anos e 2.388 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista ainda 491 casos de crianças até aos nove anos e 880 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com o boletim divulgado esta quinta-feira, 42% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 30% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 12% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 89% dos casos confirmados.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 177 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França, 88 do Reino Unido, 48 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 13 da Alemanha e também 10 na Bélgica.

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O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito, quatro da Índia e também quatro da Indonésia.

Há ainda três casos importados da Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há dois casos importados da África do Sul, Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.

Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como Arábia Saudita, Azerbaijão, China, Dinamarca, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

Imagem do boletim da DGS
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Portugal entrou às 00:00 de 3 de maio em situação de calamidade, depois de ter estado em três períodos consecutivos em estado de emergência que vigoraram desde 18 de março.

Com a situação de calamidade, vai vigorar um “dever cívico de recolhimento domiciliário” para a população em geral, independentemente da idade ou de uma pessoa apresentar fatores de risco, em vez do “dever geral de recolhimento” e do “dever especial de proteção” para determinados grupos, como acontecia no estado de emergência.

Veja o mapa de risco de ser infetado em Portugal

Um mapa desenvolvido pelo CERENA do Instituto Superior Técnico

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Vírus já matou quase 300 mil pessoas

A pandemia do novo coronavírus já matou pelo menos 297.259 pessoas e infetou mais de 4,3 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP, às 11h00 hoje, baseado em dados oficiais. De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, já morreram pelo menos 297.259 pessoas e há mais de 4.362.090 infetados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan.

A AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que um grande número de países está a testar apenas os casos que requerem tratamento hospitalar. Entre esses casos, pelo menos 1.514.600 foram considerados curados.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada à COVID-19 no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 84.136 óbitos em 1.390.764 casos. Pelo menos 243.430 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades dos Estados Unidos.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 33.186 mortes por 229.705 casos, Itália com 31.106 mortes (222.104 casos), Espanha com 27.321 mortes (229.540 casos) e França com 27.074 mortes (178.060 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 82.929 casos (três novos entre quarta-feira e hoje), incluindo 4.633 mortes e 78.195 recuperações.

A Europa totaliza 161.406 mortes para 1.815.627 casos, Estados Unidos e Canadá 89.545 mortes (1.463.042 casos), América Latina e Caraíbas 24.355 mortes (426.321 casos), Ásia 11.449 mortes (327.360 casos), no Médio Oriente 7.888 mortes (248.664 casos), África 2.490 mortes (72.746 casos) e Oceânia 126 mortes (8.330 casos).

Esta avaliação foi realizada com dados recolhidos pela AFP junto de autoridades de saúde e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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