Portugal regista esta sexta-feira mais 63.833 casos de COVID-19 e 44 óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde março de 2020, morreram 19.788 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 2.507.357 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 42.548 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.908.199 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região Norte é a área do país com mais novas notificações, num total de 42,9% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 8.340 (+17), seguida do Norte com 6.020 óbitos (+16), Centro (3.474, +5) e Alentejo (1.119, +3). Pelo menos 624 (+2) mortos foram registados no Algarve. Há 154 mortes (=) contabilizadas na Madeira. Nos Açores registam-se 57 (+1) óbitos associados à doença.

Internamentos sobem

Em todo o território nacional, há 2.320 doentes internados, mais 71 face ao valor de ontem, e 152 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais cinco em relação ao dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 579.370 casos ativos da infeção em Portugal — mais 21.241 do que ontem — e 594.382 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 21.147 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região do Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 960.221 (+27.442), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (929.467 +18.657), da região Centro (347.263 +10.608), do Algarve (96.039 +2.514) e do Alentejo (83.133 +2.115).

Nos Açores existem 29.531 casos contabilizados (+1.418) e na Madeira 61.703 (+1.079).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência superior a 6.130,9 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes - mais do que os 5.728,4 casos de quarta-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,16, inferior aos 1,17 desse dia. Com estes valores, o país mantém-se fora da zona de segurança da matriz de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,17. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Imagem do boletim da DGS
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"Sintomas do cancro da cabeça e pescoço são facilmente desvalorizados", alerta médica
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 12.801 registadas (+32) desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (4.294, +6), entre 60 e 69 anos (1.825, +4) entre 50 e 59 anos (590, +2), 40 e 49 anos (201, =) e entre 30 e 39 anos (53, +1). Há ainda 18 mortes registadas (=) entre os 20 e os 29 anos, três (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 10.409 são do sexo masculino e 9.379 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 435.437 infeções (+12.329), seguida da faixa etária dos 20 aos 29 anos, com 397.431 (+8.376), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 395.062 (+11.079). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 318.378 reportadas (+5.597). A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 310.506 (+10.545), entre os 0-9 anos soma 240.894 (+9.655) e a dos 60 e os 69 anos tem 193.002 infeções reportadas (+3.175) desde o início da pandemia. Por último, surge a faixa etária dos 70 aos 79 anos, que totaliza infeções 111.931 (+1.926) e dos 80 ou mais anos, com 104.716 casos (+1.151).

Desde o início da pandemia, houve 1.174.630 homens infetados e 1.330.336 mulheres, sendo que se desconhece o género de 2.391 pessoas.

Vídeo - O que é que as vacinas têm feito por nós?

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Aberto autoagendamento para maiores de 18 anos para dose de reforço

As pessoas com 18 ou mais anos podem, desde ontem, fazer o autoagendamento para a toma da dose de reforço da vacina contra a COVID-19, anunciaram os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

“É já possível efetuar o pedido de agendamento `online´ para a dose de reforço da vacina contra a covid-19 para utentes com idade igual ou superior a 18 anos, que tenham completado o esquema primário há cinco meses e não tenham tido infeção há menos de cinco meses”, adiantaram os SPMS em comunicado.

Segundo a mesma fonte, para os adultos que receberam a vacina da Janssen há pelo menos três meses, além do autoagendamento disponível no portal covid-19, está agora disponível a modalidade de “casa aberta”.

“Assim, quem foi vacinado com a Janssen pode dirigir-se ao centro de vacinação que lhe for mais conveniente, sem qualquer contacto ou agendamento prévio”, avançam os SPMS.

De acordo com os dados de quarta-feira da Direção-Geral da Saúde, mais de 4,5 milhões de pessoas já receberam a dose de reforço da imunização contra o coronavírus SARS-CoV-2.

Veja ainda: Estes são os vírus mais letais do mundo

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