Portugal regista esta quinta-feira mais 16.488 casos de COVID-19 e 42 óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde março de 2020, morreram 20.708 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 3.148.387 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 14.760 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 2.589.510 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) é a área do país com mais novas notificações, num total de 34,7% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 8.620 (+10), seguida do Norte com 6.331 óbitos (+18), Centro (3.671, +6) e Alentejo (1.156, +3). Pelo menos 668 (+2) mortos foram registados no Algarve. Há 181 mortes (+2) contabilizadas na Madeira. Nos Açores registam-se 81 (+1) óbitos associados à doença.

Internamentos descem

Em todo o território nacional, há 2.022 doentes internados, menos 119 face ao valor de ontem, e 132 em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos dez face ao dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 538.169 casos ativos da infeção em Portugal — mais 1.686 do que ontem — e 545.242 pessoas em vigilância pelas autoridades — menos 15.874 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região do Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 1.203.128 (+4.390), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (1.117.071 +5.725), da região Centro (467.675 +3.145), do Algarve (126.749 +998) e do Alentejo (110.358 +942).

Nos Açores existem 50.231 casos contabilizados (+743) e na Madeira 73.175 (+545).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência superior a 4.390,9, casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes - menos do que os 4.989,6 casos de segunda-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 0,76, inferior aos 0,81 desse dia. Com estes valores, o país mantém-se fora da zona de segurança da matriz de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 0,75. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Imagem do boletim da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 13.418 (+27) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (4.475, +8), entre 60 e 69 anos (1.902, +3) entre 50 e 59 anos (615, +3), 40 e 49 anos (218, +1) e entre 30 e 39 anos (55, =). Há ainda 19 mortes registadas entre os 20 e os 29 anos, três (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos. Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 10.892 são do sexo masculino e 9.816 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 548.445 infeções (+2.499), seguida da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 499.896 (+2.339), e da faixa etária dos 20 aos 29 anos com, 485.074 (+2.594). Logo depois, surge a faixa etária entre os 10 e os 19 anos, com 420.815 (+2.913) reportadas. A faixa etária entre os 50 e os 59 anos tem 376.792 (+1.644), entre os 0-9 anos soma 327.269 (+1.762) e a dos 60 e os 69 anos tem 229.997 (+980) infeções reportadas desde o início da pandemia. Por último, surge a faixa etária dos 70 aos 79 anos, que totaliza infeções 136.290 (+792) e dos 80 ou mais anos, com 123.639 (+795) casos.

Desde o início da pandemia, houve 1.467.864 homens infetados e 1.677.717 mulheres, sendo que se desconhece o género de 2.806 pessoas.

Vídeo - O que é que as vacinas têm feito por nós?

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Portugal continental entra em situação de alerta e deixa calamidade

Portugal continental vai deixar de estar em situação de calamidade para entrar em alerta devido à pandemia de COVID-19, foi hoje aprovado pelo Governo.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, a situação de alerta, nível mais baixo de resposta a situações de catástrofes da Lei de Base da Proteção Civil, vai prolongar-se até 07 de março.

“O Conselho de Ministros aprovou hoje a resolução que declara a situação de alerta em todo o território nacional continental até às 23:59 de 07 de março de 2022 – deixando de vigorar a situação de calamidade – e o decreto-lei que altera as medidas aplicáveis no âmbito da pandemia da doença covid-19”, refere o comunicado.

A situação de calamidade, nível de resposta mais elevado, estava em vigor desde 01 de dezembro de 2021.

O Conselho de Ministros atualizou hoje várias medidas para avançar para a nova fase da pandemia e em que foi decidido levantar um conjunto e restrições que ainda vigoram, depois do Governo ter ouvido os peritos na quarta-feira.

Veja ainda: Estes são os vírus mais letais do mundo

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