Paula Freitas, endocrinologista e presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO), deixa-lhe cinco conselhos práticos para ter em conta durante a quarentena:

  1. Ter consciência do risco - As pessoas com diabetes e obesidade não têm maior probabilidade de contrair COVID-19 do que a população em geral. No entanto, a COVID-19 pode causar sintomas mais graves e complicações nas pessoas que vivem com obesidade e outras doenças associadas. As pessoas idosas e as pessoas com doenças crónicas, incluindo diabetes, doença cardiovascular e distúrbios pulmonares – doenças comumente associadas à obesidade - apresentam maior risco de sofrer complicações graves. Adicionalmente, a evidência científica sugere que numa gripe sazonal, pessoas com IMC ≥ 40 Kg/m2 têm um risco aumentado de complicações e o mesmo acontece com a COVID-19.
  2. Fazer uma autovigilância mais apertada da glicemia – Idealmente as pessoas com diabetes devem, nesta fase, avaliar os valores da sua glicemia de acordo com as indicações do seu médico assistente. O risco de hiper ou hipoglicemia pode ser maior, especialmente em caso de infeção por COVID-19, pois a doença irá descompensar a diabetes, mesmo que antes estivesse bem controlada. É importante saber autotratar-se e em caso de dúvidas aconselhar-se com o seu médico sobre como proceder nos casos de hiperglicemia nos dias de doença aguda ou como tratar hipoglicemias. Estas são particularmente perigosas e estão associadas a complicações, por exemplo, cardiovasculares e neurológicas. Por vezes, as pessoas com diabetes não sabem identificar os sintomas que podem ser mais ligeiros, como visão turva, fadiga, dor de cabeça, hipersudores, taquicardia, sensação de fome ou mais graves, como perda de consciência.
  3. Não descurar a hidratação - As pessoas com diabetes e obesidade devem manter-se bem hidratadas, bebendo sobretudo água e evitando a ingestão de bebidas alcoólicas e açucaradas, que além de muito calóricas podem contribuir para a desidratação.
  4. Fazer uma alimentação saudável – O tempo passado em casa pode convidar a refeições mais demoradas ou a snacks mais frequentes. É importante que as pessoas com obesidade e diabetes continuem a seguir os conselhos dos seus médicos e nutricionistas assistentes e optem por uma alimentação saudável e equilibrada e não hipercalórica.
  5. Praticar exercício físico – O tempo de confinamento não pode ser sinónimo de inatividade. É importante manter ou até iniciar um programa de exercício físico. Não precisa de ser complexo. Coisas simples como descer e subir escadas quando se vai levar o lixo ou levantar-se para mudar o canal de televisão podem ser o primeiro passo para dias mais ativos.

Para saber mais assista no dia 28 de abril às 21h30 ao webinar “Obesidade & Diabetes fechados em casa. E agora?” promovido pela Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO) e a Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), com o apoio da Novo Nordisk.

Além dos conselhos de Paula Freitas, este webinar vai contar ainda com as contribuições de Sandra Martins, fisiologista do exercício e de Carla Pedrosa, nutricionista. O acesso é livre em www.mgfamiliar.net/webinar .

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