Em tempo de férias, somos levados a abrandar o ritmo e, com o abrandar do ritmo, naturalmente a depararmo-nos com todo o nosso mundo interno, com as nossas relações e com os nossos planos. 

É como se com as férias, não tivéssemos hipóteses e obrigatoriamente nos confrontarmos com tudo o que somos e com tudo o que nos rodeia. E, por isso mesmo, por vezes, acontece as férias implicarem algum desconforto. 

Este desconforto surge, regra geral, por um de três motivos: ou porque percebemos que o trabalho e a rotina têm ocupado tantos dos nossos dias, que parecemos ficar vazios sem eles. Ou, por outro lado, porque com o stress do dia a dia, desejamos que as férias sejam uma solução milagre para os nossos problemas, para nos recuperarmos e, neste sentido, vivemos as férias com uma pressão exagerada para relaxar, descansar e reenergizar, o que, por isso, é absolutamente contraproducente. Acontece ainda outro cenário que é o de nos depararmos com relações menos boas, com uma parentalidade que não é a que se desejava, ou até com as nossas fragilidades. 

Perante tudo isto, a verdade é que para que as férias se possam revelar verdadeiramente reparadoras, não devemos pressionar-nos a nós próprios, seja para namorar, relaxar, dormir mais ou cuidar de nós. Em tempo de férias, devemos permitir-nos a viver o momento, ouvir o nosso interior e a segui-lo sem qualquer pressão. 

Para além disso, em tempo de férias devemos estar disponíveis para todas as mensagens que nos surgem seja das nossas relações, da parentalidade, da vida social ou do nosso interior. Lembrando-nos que, naturalmente, nas férias estamos mais expostos a todas estas áreas e mais livres para ouvir todas as mensagens. Sendo esta a altura certa para recebermos esse sinais e nos preparamos para todas as ações diferentes que o nosso dia a dia exige. Sendo claro que algum desconforto em tempo de férias não é necessariamente mau, mas é um sinal de alerta que nos deve levar a agir - no pós férias - de forma a garantir a reparação desse desconforto. 

Um artigo das psicólogas clínicas Cátia Lopo e Sara Almeida, da Escola do Sentir.

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