O atraso deve-se a uma portaria do Ministério das Finanças, publicada no final de abril, que obrigou a cancelar muitos dos concursos já lançados, o que obrigou a que muitas escolas regressassem à estaca zero na contratação de funcionários. A notícia é avançada esta quinta-feira pela TSF.

Desde o início de maio, mais de 150 escolas cancelaram os primeiros concursos que já tinham sido lançados em Diário da República. O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, adianta que dificilmente as 1.067 vagas abertas em março pelo Ministério da Educação estarão ocupadas no início do ano letivo, em setembro, tal como estava previsto.

Segundo declarações de Filinto Lima à TSF, essas vagas serão preenchidas na melhor das hipóteses no decorrer do primeiro período.

No entanto, os diretores sublinham que o reforço não será suficiente para responder a todas as necessidades das escolas onde faltam funcionários.

Filinto Lima lamenta que o Ministério das Finanças "não tenha tido sensibilidade para o facto de estar a decorrer um conjunto tão grande de concursos muito importantes para as escolas portuguesas".

"Pedimos que no futuro o Ministério das Finanças tenha em conta os concursos que estão a decorrer, pois estes funcionários já podiam estar efetivamente ao serviço das escolas públicas", conclui, citado pela mesma rádio.

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