A meta estabelecida pela União Europeia exige que Portugal reduza até 2020 o abandono escolar para 10%. Em quatro anos, o anterior Governo baixou a taxa dos 23% para os 13,7%. Nuno Crato acredita que os 10% estão ao alcance dos portugueses.

Em entrevista por e-mail ao Diário de Notícias, o ex-ministro admite que "ao prosseguirmos neste ritmo conseguiremos ir além da meta europeia dos 10% para 2020, o que ainda há cinco anos parecia difícil de alcançar".

No entanto, Nuno Crato já não é titular da pasta e frisa que os números obtidos são o resultado "de uma série de anos em que o sistema se tornou mais rigoroso e exigente e em que as avaliações em final de ciclo foram sendo reforçadas".

"Os progressos conseguem-se com exigência. Não com laxismo", comenta.

 A redução do abandono escolar não se deve apenas ao alargamento da escolaridade obrigatória, "mas a um conjunto de medidas" que engloba o "esforço dos diretores e professores e o maior acompanhamento dos pais".

Para o antigo titular da pasta, os cursos vocacionais - que vão terminar segundo o novo Governo - também tiveram um papel-chave. "Conseguiram recuperar milhares de alunos em dificuldades e garantir-lhes o progresso escolar com os conhecimentos necessários", acredita.

"Os jovens não são todos iguais em todo o momento, há uns que estão mais maduros e estão preparados para seguir as certas vias e outros que estão mais indecisos e desmotivados. Se não oferecermos alternativas, continuando a dar sempre possibilidade de mudar de percurso e regressar a uma via científico-humanística, (...) estamos a prejudicar tanto uns como outros", defende, cita o referido jornal.

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