Crónicas Alda Benamor

Licenciada e consultora em Comunicação Empresarial, é mãe de quatro crianças. Os filhos dizem-lhe que é a melhor mãe do mundo, mas que não conhecem mais nenhuma mãe que seja assim "tão extrovertida". Ela reconhece o papel, assumindo que isso afasta, por enquanto, potenciais genros e noras que queiram aparecer para jantar.
  • 14 anos
    Há dias, a minha filha mais velha deu uma resposta torta à irmã. Quando eu me preparava para intervir, ouvi: “não a repreendas, mãe. A adolescência é uma fase difícil e temos de entender quando ela fica mais instável”
  • Mães ou humanas?
    Quando me soube grávida da primeira vez, determinei o tipo de mãe que queria ser e o género de rotinas que iria garantir aos meus filhos. Ia ser sempre paciente. Ia levá-los ao parque mesmo nos dias em que estivesse exausta. Ia definir um dia por sem
  • 15 anos
    A minha bebé tímida virou uma rapariga extrovertida, sociável e conversadora. Uma rapariga que se impõe desafios e que acredita na possibilidade das impossibilidades. Uma rapariga que está longe de perceber o tanto que me ensina todos os dias
  • A maternidade (também) cansa
    Adoraria poder acreditar nos blogues e nos perfis de facebook que vendem a maternidade como uma maravilha constantemente boa e perfeita. Sem birras, sem respostas tortas, sem gritos e castigos e, sobretudo, sem momentos em que tudo parece estar à bei
  • Corpo de retalhos
    Há coisas que nós, simplesmente, não conseguimos ver. Que, derivado da correria da vida ou da miopia da rotina, nos passam literalmente ao lado – até ao dia em que a realidade nos assola como um verdadeiro balde de água gelada despejada em cima do no
  • Longe dos olhos...
    Estar a milhares de quilómetros dos meus filhos chega a parecer doentio de tão doloroso que é. Parece, sem exageros, que me falta uma perna e que ando a coxear, desorientada, pelas estradas da vida
  • Aprendiz do amor
    Garanti-lhe que lhe ensinaria o mais que pudesse, de forma a que, um dia, ela soubesse tomar as melhores das suas decisões. Quando nasceu, mal sabia que, neste processo, seria eu a grande aprendiz
  • Crise de palavras
    Numa altura em que a crise económica parece arrebitar para dar claramente lugar a uma crise nacional de valores, eu queixo-me de outro mal: a crise das palavras. Porque, por mais que eu seja uma pessoa que as cultiva, ando há largas semanas carente d
  • O tudo no nada
    A história e o relato foram marcantes. A dor que ecoava das palavras era acutilante. Mas a força de viver que aquele casal revelava era simplesmente pedagógica
  • Aluga-se marido
    O meu estado de “divorciada” não me trouxe quaisquer contratempos – a não ser na hora de ter de usar um berbequim ou de querer mais tempo para mim. Até que me deparo com um estigma público que desconhecia por completo
  • Deixai os meninos voar
    Não sou fundamentalista, mas assumo a determinação nas minhas crenças (sendo que – atenção! - as minhas crenças de ontem podem ser radicalmente diferentes das que terei amanhã). Leva-me isto a uma crença que, pelo menos até agora, não mudou. A de que
  • “Tu chegas para todos?”
    Perguntam-me muitas vezes se é possível dar a quatro filhos a mesma atenção que se daria a um ou dois. Não, não é. E não é sobretudo quando, em casa, não existe uma mãe e um pai para se dividir as atenções, tendo de servir apenas dois olhos, dois ouv
  • Como é que eu fui capaz?
    Não sei se esta é uma questão que assola o pensamento de outras mães. Mas são invariáveis as vezes em que eu dou por mim a viver um verdadeiro buraco temporal que não parece fazer mais do que dar-me um valente estalo de realidade
  • Tempos de mudança
    Acredito que as mudanças são sempre para melhor – mesmo que, na altura da tempestade, os relâmpagos nos impeçam de ver imediatamente as vantagens

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