'O Planeta Limpo do Filipe Pinto' é um projeto educativo e de sensibilização ambiental, que nasceu em parceria com a Betweien no final de 2013. Atualmente está na sétima edição e são já mais de 90 mil as crianças envolvidas.

Filipe Pinto explicou em exclusivo ao Fama ao Minuto que foi quem tomou a iniciativa de criar um projeto de sensibilização, que se tornou no ponto de partida para a expansão de outras temáticas como 'Mariana Num Mundo Igual', que fala da desigualdade de género, e 'Diogo Piçarra em Pessoa', que reinterpreta os poemas do escritor e poeta português.

Uma iniciativa que tem sido levada a várias escolas de todo o país e sobre a qual o artista falou.

Como surgiu esta iniciativa?

"Eu tinha a ideia de fazer um disco infantil porque tinha recebido um ukulele, um instrumento muito melodioso, fininho, muito querido, e comecei a compor canções melodiosas, mais infantis. Então, fui ter com a Betweien e [propôs a ideia frisando que] não queria só um CD. [Depois de várias ideias] surgiu esta e foi tudo muito repentino. Tivemos o apoio da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro que nos ajudou, deu-nos um input muito grande. Depois começamos a ter muita procura porque é de facto uma temática que é abordada nas escolas, mas também nos municípios por causa desta questão do Programa 2020, também tem essa consciencialização de abordar estes tópicos do ambiente e da preocupação ambiental".

O que é que aborda este livro, disco, jogo e DVD?

"A poupança da água, a questão das florestas e a sua a importância, a vermicompostagem e a reciclagem. São quatro capítulos que têm a ver com as questões prementes da atualidade e sobre tudo no primeiro e segundo ciclo onde são abordadas estas áreas".

Como foi levar este projeto às escolas?

"Fomos sempre progredindo. Inicialmente faltavam alguns aspetos que tivemos de limar, mas aos poucos, e consoante os anos iam passando, fomos sempre limando essas arestas. A reação dos miúdos é incrível porque muitos deles ainda não conhecem a canção, mas no final toda a gente está a cantar. Faço questão de no final fazer perguntas aos miúdos para ver se eles sabem porque é que temos que poupar água, se perceberam a história, porque é que é importante reciclar, o que é a vermicompostagem. Há aqui uma série de conceitos à volta deste projeto que são muito importantes e são debatidos logo no imediato. Acho que o projeto é super acessível e é um ganho a partir do momento em que as pessoas adquirem o livro e houver o número mínimo de crianças, nós estamos no local a fazer o teatro musical ou a fazer uma sessão ambiental. É super divertido e sinto-me muito privilegiado. Percebi que também tenho algum lado, algum input na formação de crianças. Quero explorar esse lado, de consciencialização ambiental. Acho que tenho jeito para isso".

Qual a experiência que mais te marcou?

"Houve um colégio que inclusive criou t-shirts a dizer 'Planeta Limpo' [nas costas da camisola], então era a equipa do 'Planeta Limpo'. Na altura cantaram a música em cima do palco. [Mas] há tantas histórias incríveis. Fomos para as ilhas, a receção foi incrível, tanto na Madeira como nos Açores. Sobretudo temos tentado levar este projeto um bocadinho a todo o lado. Ainda há muitas escolas que não conhecem, há muitos municípios que não sabem da existência deste projeto, mas queremos muito dedicar mais tempo a estas crianças".

Dar continuidade a esta iniciativa está nos planos? De que forma?

"Nós pretendemos agora dar um avanço neste projeto. Ou seja, focarmo-nos nestas áreas, mas vamos fazer uma nova edição muito para além das questões ambientais. Vamos falar sobretudo da eficiência energética, das energias renováveis. É muito importante que os meninos, e também os graúdos, abordem essas questões porque cada vez mais vamos precisar delas".

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