Depois de ter destacado várias vezes no Instagram questões relacionadas com problemas de saúde mental, João Francisco Lima, filho mais velho do falecido ator Pedro Lima, esteve esta terça-feira no programa 'Casa Feliz', da SIC, para falar sobre o tema.

Mas, antes, contou que está a finalizar o mestrado em marketing. Após ter estado a estudar fora, está agora de volta a Portugal para concluir a formação.

Esta é a primeira vez que o jovem aparece num programa de televisão depois da morte do pai, que partiu no dia 20 de junho do ano passado.

Sobre esta fase, João confessa que "tem sido um processo difícil". "Mas acho que o tenho feito bastante bem, na minha opinião. Se não da melhor forma que eu poderia fazer, perto disso", acrescentou.

João Francisco defende a importância da saúde mental. "O tema era uma coisa que não estava presente na minha vida até ao que aconteceu com o meu pai. A partir daí, a certa altura, decidi que estava a lidar com as coisas de uma forma um bocadinho diferente do que é expectável quando uma pessoa conhece alguém que passa por uma situação idêntica. E quando me comecei a aperceber, senti a necessidade de agir sobre isso", explicou.

"Tinha duas hipóteses: passava por este processo sozinho e, eventualmente, recuperava - fazia o meu luto -, ou então tomava a decisão - que foi a que tomei - de não só fazer isso como também de tentar ajudar outras pessoas que precisassem de ajuda. Agora, são cada vez mais, e acho que as pessoas estão mais recetíveis a este assunto porque viram-se pela primeira vez - muitas delas - em situações dessas, e não sabiam o que fazer em relação a isso", acrescentou.

"De facto, estamos pouco educados para o tema da saúde mental, e vai muito além do que são as doenças. Uma pessoa não está mentalmente saudável só por não ter nenhuma perturbação mental. Tal como não estamos saudáveis simplesmente porque não estamos doentes com algum órgão a funcional mal. Uma pessoa não estar doente e estar saudável tem ali um bocadinho de diferença, e a mesma coisa acontece com a saúde mental", continuou.

O trabalho que João Francisco tem feito atualmente "é com o objetivo de normalizar, sensibilizar e quebrar o estigma do protótipo da saúde mental", e "felizmente tem corrido bem".

"Tudo o que digo é fundamentado com pessoas que sabem o que estão a dizer, mas é a minha opinião e a minha experiência, o que eu passei. E tento passar um bocadinho a forma como eu vejo o que é uma ida ao psicólogo", realçou.

"Vejo o psicólogo como se fosse uma espécie de um espelho que nos responde. Estamos numa conversa sozinhos mas temos do outro lado alguém que está a moderar essa conversa, que nos desafia e coloca questões às quais nós não queremos responder, mas que precisamos de responder para nos manter saudáveis mentalmente. Depois digo que é um treinador de arrumar gavetas porque a maior parte das pessoas tende a esconder ou a reprimir alguns assuntos, e considera-os resolvidos dessa forma. Depois eles acabam por ter um impacto nocivo na nossa saúde mental mais para a frente", partilhou.

João Francisco começou a ser acompanhado por um psicólogo após a morte do pai, e continua a ter consultas semanalmente. "É algo que adoro fazer e muitas vezes nem abordo o tema do meu pai, nem há problema nenhum, é só partilha de coisas positivas que me entusiasmam. Mas, de qualquer das formas, é um momento em que tenho de refletir e de passar por uma fase de introspeção", disse.

O jovem afirmou ainda que "as doenças de saúde mental são de facto doenças, não são imaginação". Além disso, frisou a importância de as pessoas serem acompanhadas "por um profissional bom". "Se não for, é perigoso porque o processo de terapia é um processo em que temos de nos sentir confortáveis para nos expormos. Do outro lado tenho de ter alguém que modere essa exposição, que nos faça sentir confortáveis e que trabalhe as nossas inseguranças, os nossos problemas.

"E isso é um ponto super importante porque a maior parte das pessoas passa um bocadinho por essa experiência. Não sente a primeira empatia porque vai desconfortável para a primeira vez e desiste. [...] A empatia tem de existir para a terapia ser eficaz. Se as pessoas não se sentirem confortáveis com o primeiro terapeuta, procurem outro até encontrarem uma ligação", salientou.

Ainda sobre o seu caso, completou: "Na minha vida tive um fósforo e com esse fósforo decidi acender a minha vela. Agora espero que a minha vela acenda muitas mais".

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