É bastante comum chegar-se à conclusão que tudo o que foi dito não foi, afinal, bem percepcionado.

A questão que lhe quero colocar é: já pensou, em algum desses momentos, porque é que será que a mensagem ficou distorcida?

Bem-vindo, setembro! Prepare-se para abraçar a rotina da forma mais positiva possível
Bem-vindo, setembro! Prepare-se para abraçar a rotina da forma mais positiva possível
Ver artigo

Talvez não tenha sido a outra pessoa que não o escutou com atenção, poderá ter havido logo à partida uma intenção de boicotar o que desejava transmitir: por medo, insegurança ou vergonha.

Há demasiada informação nos dias que correm, vários estímulos aos nossos sentidos, e assim, se queremos ser assertivos, congruentes e consistentes nas nossas mensagens, devemos refletir a sério nelas antecipadamente. Qual é a intenção positiva por detrás do que quer afirmar, transmitir ou questionar?

Facilmente assumimos que os outros (nomeadamente os que nos são mais próximos) também vivem na nossa mente e então atalhamos, suprimos palavras, talvez as mais importantes.

O óbvio nem sempre é assim tão óbvio, faz-lhe sentido? Ressoa em si? Há algum eco de uma experiência pessoal sua? Assim:

  • Se precisa de pedir ajuda, seja claro na sua solicitação. Pedir ajuda não é sinónimo de ser inferior, bem pelo contrário, saber pedir ajuda é uma manifestação do nosso lado humano, da nossa vulnerabilidade, que existe e não deve ser oprimida;
  • Se deseja concretizar uma mudança, por exemplo, profissional, não tenha medo de partilhar a sua intenção.

Avalie numa primeira instância as três principais razões para se manter onde está, posteriormente as três principais razões pelas quais deseja sair.  É importante valorizar o seu lugar, enquanto ser humano. Sem comparações.

É nas mudanças que evoluímos a nível pessoal, e consequentemente profissional.

Seja transparente consigo e com os seus. Manter-se numa situação onde está a perder a sua vitalidade não lhe irá permitir transmitir ao Universo que existe espaço em si para acolher o novo. E provavelmente o seu corpo vai encontrar formas de manifestar a insatisfação que reside no seu coração, através de doenças.

Em suma, comece por tomar consciência do que sente, este é sempre o primeiro passo. Avalie, de seguida, como pode partilhar as suas decisões de forma assertiva e consistente.

É importante que não existam elefantes na sala. Seja transparente e não deixe espaço para dúvidas. Se precisa de ajuda, peça: aos amigos, aos pais, aos sogros, aos colegas, aos irmãos, à sua cara metade. Seja honesto, consigo e com os outros.

Se quer assumir um novo projeto, comunique. Ninguém pode levar a mal que deseje evoluir, faz parte da natureza humana. Se quer ir passar dois dias fora sem filhos, também está tudo certo. Se precisa de terminar a sua relação porque ganhou consciência de que precisa de melhorar a sua relação consigo próprio, também é legítimo.

Seja congruente, e confie em si como gosta que os outros confiem!

Leia também: O alarme para o regresso às rotinas já deu o primeiro toque


Soraia Sequeira é Life Coach e há três anos iniciou a sua viagem de autoconhecimento, por via da astrologia. Desde então, certificou-se em Coaching, Practitioner de Programação Neurolinguistica (PNL) e em Practitioner Time Line Therapy. Atualmente encontra-se a estudar Psicologia Transpessoal, com Constelações Familiares e Hipnose, e vai iniciar em breve o Master em Programação Neurolinguistica.

Newsletter

Receba o melhor do SAPO Lifestyle diariamente no seu email.

Notificações

Os temas mais inspiradores e atuais estão nas notificações do SAPO Lifestyle.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.