É, muito provavelmente, a ação mais gratificante do mundo ou, pelo menos, aquela que transmite maior sensação de utilidade a quem a consegue realizar.

Mas a boa notícia é que salvar vidas não se encontra apenas ao alcance de médicos, enfermeiros, bombeiros e profissionais de segurança. Atualmente, é um sonho que pode tornar-se realidade para cada um de nós.

Basta querer ajudar e tornar-se herói por um dia. Todos os dias. Nos últimos anos, aumentaram o número de instituições de apoio e de causas apoiadas, muitas delas com recurso quase exclusivo a ações de voluntariado. Descubra algumas das iniciativas a que se pode juntar para ajudar a transformar este mundo num mundo melhor, mais justo e mais solidário.

Doar medula óssea

Em novembro de 2011, o país mobilizou-se em torno do apelo do futebolista Carlos Martins, cujo filho de três anos necessitava urgentemente de um transplante de medula óssea. Até então, o Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão (CEDACE) registava uma média de 20 a 30 novos dadores por dia. De acordo com dados fornecidos pelo centro, o número de novos dadores que diariamente se inscrevem é agora dez vezes superior, situando-se entre os 200 e os 300.

Como tornar-se dador

Os dadores têm de ter entre 18 e 45 anos, pesar um mínimo de 50 quilos, não serem portadores de quaisquer doenças crónicas ou autoimunes nem terem recebido transfusões de sangue desde 1980. O potencial dador preenche um questionário clínico que será avaliado por um médico. Caso não haja contraindicações, o voluntário será chamado para fazer testes. Se tudo estiver bem, os seus dados serão guardados numa base informática nacional e internacional, sendo a confidencialidade uma condição essencial de todo o processo. Após doar sangue, cada dador será informado sempre que este for utilizado num doente.

Apoiar uma causa

«Um por todos, todos por zero» é o slogan da mais recente campanha promovida pela Unicef em Portugal. Segundo dados da agência das Nações Unidas, 21 mil crianças menores de cinco anos morrem diariamente devido a doenças que podem ser prevenidas ou tratadas, como diarreia, pneumonia, malária, sarampo, sida ou subnutrição. A Unicef está a recolher donativos para providenciar cuidados de saúde, água potável, alimentos, vacinas e redes mosquiteiras a quem precisa. Pode efetuar o seu donativo por transferência, multibanco, online ou realizando uma chamada de valor acrescentado para 760 501 501.

Ajudar à distância

O piloto Pedro Couceiro, embaixador
da Unicef desde 1995, é também um
dos rostos desta campanha que, segundo
afirma, apela a uma sensibilização dos
portugueses. «Apesar de vivermos numa
sociedade com tanta informação, não
temos noção do que se passa em países
menos desenvolvidos que o nosso. É certo
que em Portugal se vivem problemas
sociais graves... Mas, apesar de tudo,
estes não podem comparar-se às grandes
catástrofes humanitárias que ocorrem
pelo mundo fora», refere. O piloto, nascido em
Angola, afirma que a Unicef tem um
papel fundamental no apoio a crianças
necessitadas. «Com valores quase
simbólicos, pode fazer uma diferença
muito grande lá fora», assegura.

Comprar um livro

Existem outras formas de ajudar a salvar
vidas. «O Céu Pode Esperar» é o título
da obra de Adelaide Passos, uma avó que
se recusou a cruzar os braços perante a
doença do neto (a quem foi diagnosticado
um tumor cerebral). «Quando soube
da doença do meu neto, as minhas
melhores amigas escreveram-me e-mails
encorajadores, aos quais respondia
contando novidades acerca do tratamento.
O que escrevia acabou por funcionar
como uma espécie de terapia», revela a
autora.

Um ano depois, Adelaide Passos
percebeu que tinha escrito um diário
da doença do neto, agora uma criança
saudável de oito anos. Mostrou as páginas
à filha e decidiu publicá-lo. A venda deste livro visa contribuir para a criação de um
centro de investigação especializado em
tumores cerebrais, associado ao Instituto
de Medicina Molecular, em Lisboa.

Outras iniciativas

Basta pesquisar um pouco na Internet
para encontrar outras histórias de vida que
merecem atenção como o caso da família
de Carolina Lucas, uma menina de sete
anos com paralisia cerebral que pode
apoiar através de www.carolinalucas.com. Tornar-se sócio de uma associação,
como a Abraço (ONG que apoia
portadores de VIH/sida acessível em www.abraco.org.pt) ou fazer donativos financeiros
ou em bens materiais para as casas da
Acreditar (associação que apoia crianças
com cancro acessível em www.acreditar.org.pt)
são outras opções. Se quer ser solidário,
procure a causa com a qual mais se
identifica, informe-se e passe à ação.

Veja na página seguinte: Quanto vale um euro

Quanto vale um euro?

A doação de uma quantia quase simbólica pode, por vezes, salvar vidas:

9 € = 180 doses de vacina contra o tétano
O tétano materno e neonatal ameaça 170
milhões de mulheres e dos recém-nascidos em
42 países em vias de desenvolvimento.


15 € = 250 saquetas de sais de reidratação

A diarreia é uma das principais causas de
mortalidade infantil. Os sais são uma terapia
eficaz que permite uma rápida recuperação.


27 € = 3 saquetas diárias de alimentos
terapêuticos para 25 crianças

A subnutrição está associada a um terço das
mortes infantis.


40 € = 180 doses de vacina do sarampo

Esta doença, contagiosa mas evitável via
imunização, mata mais de 600 crianças por dia.


55 € = 12 redes mosquiteiras

A cada 30 segundos, a malária mata uma
criança africana. As redes protegem do
mosquito causador da doença.

Texto: Ana Catarina Pereira com Pedro Couceiro (piloto) e Adelaide Passos (autora do livro «O Céu Pode Esperar»)

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